Hospital Regional adere “capacete” de respiração para pacientes com Covid-19

Equipamento desenvolvido no Vale do Paraíba busca evitar intubação

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O capacete promove ventilação mecâncica e evita métodos mais invasivos (Fotos: Divulgação)
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O Hospital Regional de Caraguatatuba aderiu a um “capacete” de respiração para evitar a intubação de pacientes com Covid-19. O equipamento foi desenvolvido por uma empresa com sede no Vale do Paraíba e permite a ventilação mecânica não invasiva.

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A unidade vem servindo de retaguarda para a região do Litoral Norte no tratamento contra o coronavírus, com 100 leitos exclusivos para Covid, sendo 40 de terapia intensiva. O hospital está com 95% de ocupação na UTI, com 38 pessoas internadas em estado grave, nesta quinta-feira (29).

Capacete salva vidas

O “7 Lives Helmet”, capacete sete vidas, em tradução livre do inglês, é feito com PVC atóxico e silicone e pode ser acoplado a ventiladores mecânicos ou na rede de gases própria do hospital, dispensando o uso do ventilador pulmonar.

Apesar de ser uma novidade no tratamento da Covid-19, o capacete já é uma realidade em diversos países do mundo, desde 1990, quando foi publicado o primeiro ensaio de resultados do equipamento.

“O sistema é usado rotineiramente em países como a Itália, há mais de 20 anos, e segundo pesquisas, amplia o conforto e a tolerabilidade dos pacientes quando comparado à máscara facial, por exemplo”, explica o fisioterapeuta Renato Abreu, que também é diretor da Agile Med, empresa que desenvolveu o Helmet no Brasil.

Em uma análise realizada pelo Biomed Central (BMC) do Reino Unido com 306 pacientes que foram submetidos ao tratamento com o capacete, durante o surto de Covid-19 no ano passado, 69% deles foram bem sucedidos e não precisaram de intubação endotraqueal posterior.

Em um ensaio clínico randômico da Universidade de Chicago, 83 pacientes foram submetidos a ventilação não invasiva, sendo 39 deles com máscara facial e 44 deles com o capacete. 61,5% dos pacientes que estavam com máscara facial foram submetidos a intubação endotraqueal posteriormente, enquanto apenas 18,2% dos que usaram o “helmet” precisaram ser intubados.

“Agora que já temos a aprovação da Anvisa, queremos que mais pessoas tenham acesso a esse tipo de tratamento, que, além de ser mais confortável, apresenta resultados mais efetivos em pacientes no mundo todo”, finaliza Renato.

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