Ex-prefeito ACS rebate acusações de repasse de dinheiro público para filhos

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Ex-prefeito diz que transação foi normal (Foto: NI)

O ex-prefeito de Caraguatatuba, Antônio Carlos da Silva, rebateu acusações de que teria pago a seus filhos, enquanto prefeito, um cheque de R$ 421.476,49, de forma ilegítima, conforme a Justiça.

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“A Volpp deu problema por onde passou”, enfatizou.

O juiz da Comarca de Caraguatatuba, João Mario Estevam da Silva, determinou a abertura de inquérito civil para investigar suposta irregularidade no pagamento efetuado pela Prefeitura de Caraguatatuba à empresa Volpp Engenharia no ano de 2016, na gestão do ex-prefeito Antônio Carlos da Silva.

A empresa foi contratada para iniciar as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul e virou objeto de Ação Civil Pública.

“Esta empresa, a Volpp, atendeu São Sebastião e Ilhabela e deu problemas nas duas cidades; só em São Sebastião, são R $2 milhões que ela recebeu para fazer obras e não fez no governo do Ernani Primazzi. Esta empresa veio para Caraguá e comprou a Center Trevo, empresa de material de construção que era da minha filha. Já disseram que eu era o cabeça, o testa de ferro da empresa que na verdade era da minha filha e do sogro dela”.

“A Volpp ganhou a licitação de somente uma obra em Caraguá, em 2015, fez a compra da empresa da minha filha e deu uma canseira para pagar. Ela comprou a empresa, pagou uma parte do que devia e ficou faltando R$ 750 mil”, relatou.

Ainda de acordo com ele, um ano depois da compra, sua filha entrou na justiça com pedido de execução, ao mesmo tempo em que prosseguiam com a obra da UPA.

“Este cheque de R$ 420 mil foi pagamento de um serviço executado para a prefeitura, ganho por licitação. O acordo foi que a Volpp repassaria a ela (minha filha) o cheque que havia recebido da prefeitura e ela depositou na conta dela”.

Ainda de acordo com Antonio Carlos, nesse processo todo sua filha teria deixado para trás R$ 300 mil para quitar a dívida de uma vez.  “Há um processo, houve um acordo judicial. O cheque foi depositado na conta dela para a quitação da dívida, fazia parte do acordo”.

Antônio Carlos pontuou ainda que foi prefeito durante 16 anos e nunca fez nenhuma compra para prefeitura na Center Trevo.

“Há interesse político por trás, a empresa ganhou apenas uma obra aqui, o cheque foi depositado judicialmente e envolveram meu nome para me prejudicar já que sou pré-candidato à prefeitura”.

Ele disse ainda que “agora o juiz contratou um perito judicial para checar a obra da UPA do Travessão que foi entregue em janeiro pintada, com portas. Tenho fotos no local em fevereiro, com as luzes acesas, e a obra foi abandonada. Mas ficou abandonada mais de um ano, está tudo quebrado e vão gastar mais de R$ 3 milhões para arrumar tudo. Na época faltava pouco mais de 300 mil para finalizar a obra e deixei o dinheiro na conta para finalizar a obra, que foi toda depredada”.

Inelegibilidade

O ex-prefeito citou ainda o processo da merenda, pelo qual se tornou inelegível por cinco anos. Ele alega que a contratação da companhia Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda, em 2002, aconteceu em caráter emergencial para não interromper o fornecimento da merenda durante o processo de licitação.

Ele destaca que está recorrendo da decisão e tem convicção que será absolvido da cassação de seus direitos políticos.

“A Câmara ainda, para me deixar inelegível, reprovou duas contas minhas, mas como não tem dolo, não posso ficar cassado”.

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