Irmãos de Ubatuba ficam à deriva com veleiro na Polinésia Francesa

Eles tiveram problemas com o leme e podem encerrar expedição iniciada em 2018

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Irmãos de Ubatuba saíram em viagem no ano passado (Fotos: Arquivo Pessoal)

Os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Pereira, de Ubatuba, vivem momentos de angústia e expectativa na Polinésia Francesa, nas águas do Pacífico Sul, onde estão com o veleiro Kaootsh.

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O leme da embarcação quebrou, nesta quarta-feira (3), e a dupla enfrenta ventos de mais de 100 km/h à deriva. A comunicação com familiares é feita via redes sociais onde os dois informam qual a situação atual.

Em março de 2018 eles saíram do Brasil com objetivo de fazer uma expedição pelo mundo. A viagem, acompanhada por mais de 50 mil seguidores no Instagram, pode ser interrompida nesta sexta-feira (5), caso a situação no melhore.

Segundo relatos, o mar está muito agitado e o risco serem jogados contra rochas. O leme teria quebrado após bater em algum objeto em alto mar. A dupla planejava chegar em setembro na Nova Zelândia (Oceania), mas afirma que está com bote salva-vidas com todos suprimentos necessários caso precise deixar a embarcação e aguardarem o resgate.

Em uma das postagens Lucas relata: “lá se foram as primeiras 24 horas do nosso maior perrengue. Por volta do meio-dia demos uma pausa nos trabalhos a bordo para comer algo, planejar melhor nossas ações e aproveitar para escrever o último diário de bordo”.

Em um trecho a anotação: “a partir dali sabíamos que, segundo a previsão do tempo, a situação que já estava ruim iria piorar de hora em horas, tendo o auge da tempestade às 23h… não estávamos acreditando no eu estava acontecendo, que a qualquer momento iríamos acordar e tudo aquilo teria sido apenas um simples pesadelo”.

E continua: “levantei a cabeça e olhei pra o Neto. Ele olhou para mim com  cara de que estava tendo os mesmo pensamentos… foi triste ver meu irmão daquele jeito, chegamos mais perto e ainda no chão nos abraçamos”.

“…choramos! Não de medo, não! Aquelas lágrimas eram, na verdade, de tristeza! Bater em algo no meio do mar, perder o leme e depois todo esse perrengue? Correndo o risco de perder o barco? Não estávamos acreditando naquela situação”.

Leia o Diário de Bordo do Katoosh abaixo

 

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