Vereadores do Litoral Norte querem fim de pedágio na Tamoios

Alagamentos em bairros próximos, quedas de barreiras e interdições serão levados ao Governo do Estado

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A rodovia ficou quase 4 dias fechada em novembro (Foto: Divulgação)

Os vereadores que compõem a Frente Parlamentar do Litoral Norte reuniram-se nesta quarta feira (20) no plenário da Câmara de Ubatuba para definir uma solução referente aos transtornos causados pelas obras de duplicação na Rodovia dos Tamoios. Eles sugeriram a suspensão da cobrança de pedágios enquanto os problemas não forem sanados.

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Os sete parlamentares presentes pontuaram questões como alagamentos em bairros próximos à obra e prejuízos às quatro cidades da região com as frequentes interdições na rodovia por quedas de barreiras.

Foi registrado em ata que a Frente Parlamentar e os quatro presidentes de Câmaras irão agendar reunião com urgência junto com a Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa do Estado para discutir a questão, “rever prazos, novas regras e contratos, cobrar saídas nessa duplicação, nos contornos e vias de acesso”.

O vereador Claudnei Xavier, de Ubatuba, vê risco de caos iminente caso coincida de haver interdições também nas rodovias Mogi-Bertioga e Oswaldo Cruz (SP-125) que liga o município a Taubaté, que têm sido usadas como alternativas às interrupções de tráfego na Tamoios.

“Com isso, o Litoral Norte ficará isolado do resto do Estado, com prejuízo para transporte de doentes, de estudantes, dos usuários em geral”, disse.

Os vereadores mostraram preocupação com informações, ainda não confirmadas, de que a Dersa teria cancelado contratos com a empresa Queiroz Galvão, responsável pelas obras de duplicação da Tamoios e ainda que o governador João Dória cogita privatizar ou extinguir a Dersa até o final deste ano.

Carlinhos da Farmácia, presidente da Câmara de Caraguatatuba, disse que “nos 38 anos que moro em Caraguá, nunca tivemos tantos problemas como agora com quedas de barreiras e consequente interdição. Temos que tomar providências com urgência quanto a isso”.

Ele denunciou aumento de registro de inundações em bairros onde antes não ocorriam, pois nas obras de duplicação ainda não foram construídas as aduelas que são as estruturas em concreto para facilitar o escoamento de água.

O vereador Diogo Nascimento, de São Sebastião, foi enfático ao dizer que “há que pedir perícia nessas obras, discutir plano hidro-geológico. A situação está insustentável. Então que se suspenda a cobrança de pedágio. Pedágio eles sabem cobrar e continuam gerando prejuízos para a população”.

Sabesp

Os vereadores também questionaram os novos contratos que estão em vias de serem firmados com a Sabesp, de quem cobram mais responsabilidades e investimentos, para “além dos lucros que ela visa como empresa de economia mista”.

Carlinhos da Farmácia disse que na sua cidade o acordo está adiantado e que deve sair logo, mas os representantes dos outros três municípios só mostraram insatisfação com os serviços.

“Em Ilhabela, a Sabesp é empresa número um em reclamações. Assim não podemos firmar contrato sem contrapartidas sérias”, disse o vereador Marquinhos da Ilha.

Claudnei Xavier, de Ubatuba, disse que “aqui no município a Sabesp exige contrato com cheque em branco por 30 anos, prorrogáveis por outros 30, mas a empresa já está na cidade há 25 anos e não cumpriram o contratado. Estamos há 4 anos sem contrato e não dá para dar cheque em branco”, enfatizou.

O vereador informou que propos emenda ao projeto do contrato limitando-o em 10 anos, mas foi vetado. “Trata-se de uma empresa de economia mista que só visa ao lucro. Cheguei a defender proposta da administração passada de nova licitação com outras empresas na disputa, mas a ideia não prosperou”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Srs Vereadores,

    Será necessário também implementar a isenção de pedágio para os moradores de Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião.

    A estrada “Nova Tamoios” foi construída exclusivamente para o escoar o Porto. Nós usuários pagamos altos impostos e agora esses pedágios, em uma estrada totalmente sem condições de uso. Ou vcs acham que todo este investimento foi para facilitar a vida do usuário comum.

    Vamos brigar pelo certo

  2. E a tendência é piorar. Votaram num governador que pensa em vender tudo é os empresários querem só o lucro. Faz uma estimativa maior de custo e não retorna com benefícios para população. Esperar algo diferente do Doria. Não acredito

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