Médica morre por dengue e Litoral Norte intensifica combate ao mosquito

Saúde investiga se médica contraiu dengue em Caraguatatuba ou durante viagem recente

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Médica morre por dengue hemorrágica
Médica foi internada ainda na segunda-feira (Foto: Álbum Pessoal)

A médica ginecologista Ana Maria Veronesi, 51 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (8), por complicações provenientes de dengue hemorrágica. Segundo informações da Prefeitura de Caraguatatuba, na segunda-feira ela foi trabalhar normalmente e sinalizou não estar bem, sendo atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), quando foi constatado, através de exames de sangue, a baixa de plaquetas típicas da doença.

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Ela foi transferida para a Santa Casa (Casa de Saúde Stella Maris), onde veio a óbito. O corpo foi velado em Caraguatatuba e o enterro em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Ainda de acordo com a Prefeitura, não é possível confirmar se a doença foi contraída no município, uma vez que a médica teria voltado de viagem recentemente, mas a Secretaria de Saúde está tomando todas as medidas cabíveis para a contenção do foco no entorno da residência, que morava na Martin de Sá, e trabalho da vitima que atendia no Centro de Especialidades Médicas (CEM), no Jardim Primavera, todos na região central.

Neste ano, foram registrados cinco casos suspeitos de dengue, dois positivos, sendo que um deles foi a óbito. Em 2018, foram nove casos da doença e em 2017, 13 confirmados.

Prevenção e combate

Para evitar o avanço da dengue, os municípios do Litoral Norte desenvolvem ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Caraguatatuba iniciou hoje uma força-tarefa para realizar o bloqueio mecânico da dengue, que consiste na verificação e retirada de possíveis criadouros do mosquito em ruas da Martim de Sá.

Após o bloqueio mecânico, o bairro também receberá equipes para pulverização de inseticida. No bairro Casa Branca, onde foi registrado outro caso positivo de dengue, o CCZ já faz a aplicação de inseticida de casa em casa. Amanhã, as operações prosseguem.

Em São Sebastião, desde o início do ano os agentes da Vigilância Epidemiológica percorrem os bairros do município na ação casa-a-casa orientando os moradores e ajudando na eliminação de possíveis criadouros do mosquito.

Casos de dengue são monitorados diariamente pela Vigilância Epidemiológica, que desencadeia as ações de “bloqueio” frente a um caso positivo.

Criadouro do mosquito da dengue
Criadouro do mosquito da dengue

“Para que a cidade não tenha epidemia da doença, é necessário que a população também esteja atenta tanto com os próprios cuidados em seu imóvel, quanto ao da vizinhança. A melhor forma de prevenir a doença é a eliminação dos criadouros do mosquito, se ele não nasce não há doença”, explicou o chefe de Divisão de Vigilância Epidemiológica, Maurílio Bianchi.

Ação semelhante ocorre em Ilhabela, que desde a semana passada deu início à primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano. O objetivo do trabalho, que segue por cerca de 15 dias, é verificar os níveis de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade.

O levantamento, feito pela Equipe de Controle de Vetores (CVI), também possibilita saber onde há maior predominância e o tipo de criadouro (recipiente que possa acumular água), mais comum em cada região, além de permitir o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

A atividade ocorre seguindo metodologia preconizada pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen). Foram sorteadas 152 quadras, totalizando 843 imóveis, sendo 240 imóveis na região Sul do arquipélago e 603 na região Norte.

“Intensificamos os nossos trabalhos durante o ano, sobretudo na parte educativa. Mas o munícipe precisa entender que a infestação do mosquito e, consequentemente, a possibilidade do aumento de casos de doenças na cidade é de responsabilidade de todos. Para combater o mosquito, não basta saber, tem que fazer!”, ressaltou o coordenador do CVI, Mario Otavio de Carvalho.

Conheça os principais sintomas da Dengue:

Dengue Clássica

Febre alta com início súbito

Forte dor de cabeça

Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos

Perda do paladar e apetite

Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores

Náuseas e vômitos

Tonturas

Extremo cansaço

Moleza e dor no corpo

Muitas dores nos ossos e articulações

Dengue hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta. Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

Sintomas

Dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.

Confira algumas dicas de prevenção

* Não jogue lixo em terrenos baldios;

* Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada;

* Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias e etc;

* Lave semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água;

* Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana;

* Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje;

* Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;

* Encha de areia, fure ou vire os pratinhos de plantas;

* Guarde pneus em lugares cobertos;

* Mantenha a piscina sempre tratada com cloro;

* Guarde garrafas e baldes sempre virados para baixo;

* Mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada;

* Substituir bromélias por outro tipo de planta que não acumule água;

* Ao sair de casa, feche a tampa dos ralos internos ou cubra-os com tapetes ou objetos.

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