Naufrágio do Príncipe de Astúrias faz 100 anos com homenagem da Marinha

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Evento acontece no mar, em 5 de março, e terá participação do neto de um tripulante sobrevivente

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(Foto: Divulgação)



Um dos naufrágios mais conhecidos da costa brasileira completa 100 anos no dia 5 de março de 2016. O acidente com o navio espanhol Príncipe de Astúrias aconteceu na Ponta da Pirabura, no extremo leste de Ilhabela, e para homenagear as vítimas, haverá uma solenidade a bordo de um navio da Marinha do Brasil, com lançamento de uma coroa de flores na data do centenário.


A cerimônia deve acontecer no mar, próximo ao local do naufrágio, e conta com a presença de Isidor Prenafeta, autor do livro “El mistério de Príncipe de Asturias – El Titanic Español” e neto de um tripulante sobrevivente.


Ainda como parte dos eventos que marcarão o centenário será lançado o livro “Ilhabela – Príncipe de Astúrias – Um Mistério entre Dois Continentes”, de autoria de Jeannis Michail Platon, baseado em investigações e no depoimento de Isidor Prenafeta. O livro traz informações sobre a história e revela importantes acontecimentos que antecederam o misterioso naufrágio.


Como mergulhador profissional e estudioso dos naufrágios na Costa Brasileira, Platon dedicou 18 anos às expedições aos destroços do Príncipe de Astúrias. 


O evento é organizado pela Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião e pela Prefeitura de Ilhabela, em parceria com a Marina Igararecê, Yacht Club de Ilhabela, Sportmar Empório Náutico e Sociedade Amigos da Marinha (Soamar). 


O naufrágio


O acidente com o navio Príncipe das Astúrias é considerado uma das maiores tragédias marítimas ocorridas no mundo, a maior na costa brasileira. A embarcação foi construída para fazer a linha regular de passageiros e cargas entre Barcelona e Buenos Aires e era considerado o transatlântico mais luxuoso da Espanha.


Em 5 de março de 1916, o navio se dirigia ao porto de Santos, fazendo sua sexta viagem à América do Sul. Chovia forte e a visibilidade era baixa, quando durante a madrugada, o navio bateu violentamente na laje submersa da Ponta da Pirabura. Pouco depois, o navio estava totalmente submerso. 


Oficialmente 445 pessoas morreram e 143 sobreviveram. Porém, testemunhas afirmam que o navio transportava centenas de viajantes clandestinos em seus porões e estima-se que mais de mil pessoas morreram, sendo mais de 500 não contabilizadas.


No Museu Náutico de Ilhabela, localizado no Parque da Usina, na Água Branca, é possível ver várias peças recuperadas do Príncipe de Astúrias, além de uma réplica do navio.

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