Jovem de 16 que desapareceu no Arrastão sofre de depressão

Giovanna Bertholdi toma medicação controlada diariamente e foi vista pela última vez andando nas pedras próximo ao mar
Giovanna está desaparecida há seis dias (Foto: Facebook/ Divulgação)

Por Fernanda Veiga

A família da jovem de 16 anos, que desapareceu no dia 18 de dezembro, em São Sebastião, informou, em entrevista exclusiva ao jornal Nova Imprensa, que ela sofre de depressão e toma medicação controlada diariamente. Giovanna Bertholdi  teria saído de casa, no Pontal da Cruz, sem dinheiro, sem celular e descalça, vestindo apenas a roupa do corpo, um vestido preto florido. Na última vez que foi vista, estava nas pedras da praia do Arrastão, andando sentido a Prainha. 

Segundo sua tia, Saskia Póstuma, com quem a jovem mora, após seis dias de desaparecimento, a família conseguiu acessar o celular de Giovanna e, segundo ela, não havia nenhuma mensagem que caracterizasse envolvimento suspeito com alguém.

Saskia conta ainda que naquela tarde, Giovanna estava em casa com a prima quando decidiu sair. “Minha sobrinha, que também é a melhor amiga dela, ainda correu atrás e perguntou onde ela ia e a resposta foi que precisava ficar sozinha”.

Segundo a tia, não houve nenhum fato diferente, nenhuma briga que justificasse a vontade da jovem de sair de casa, mas que este ano foi bastante desafiante para a jovem. “Ela foi criada e morava com a sua avó e com outra tia e ambas faleceram respectivamente em maio e setembro desse ano, o que significou um impacto para a Giovanna. Foi depois disso que ela veio morar conosco e havia planos para que em janeiro ela fosse morar em São Paulo com sua mãe".

Imagens em vídeo mostram a jovem entrando na viela, em frente ao Condomínio Reserva do Moulin, sentido Praia do Arrastão. Além disso, uma amiga informou a família tê-la visto sentada nas pedras na Praia do Arrastão. Depois disso, muitas informações chegaram para a família, de que ela estaria em Ilhabela e em diversos lugares. Mas ninguém mandou foto ou alguma informação consistente que informasse o paradeiro real da jovem.

A esperança da família é que as pessoas que possivelmente a avistarem, informem imediatamente a polícia ou aos familiares, preferencialmente com foto. 

Lembrando que a jovem está sem tomar medicação há cinco dias, o que pode afetar seu estado geral. “Giovanna é uma menina muito sociável, tem muitos amigos, mas pela depressão ela também tem uma variação de humor, mas nada que afete seus relacionamentos”, disse.

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