Baleia-franca encontrada morta é enterrada em Caraguatatuba

O forte odor proveniente da putrefação do animal deve durar aproximadamente dois dias no local
A baleia estava ancorada para decomposição e se soltou (Foto: PMC/ Divulgação)

A baleia-franca encontrada morta na praia do Aruan, próximo à ponte sobre o Rio Lagoa, em Caraguatatuba, foi enterrada nesta quinta-feira (26), em uma ação coordenada entre a Prefeitura e o Instituto Argonauta.

Segundo Hugo Gallo, presidente do Instituto Argonauta, o enterro é a melhor providência a ser tomada no caso dessa baleia, levando em consideração o avançado estágio de putrefação do animal. Ele conta que o animal morto foi avistado pela primeira vez em 8 de outubro, boiando entre a Ilhabela e Caraguatatuba.  

“Fomos ao local tentar localizar e só a encontramos no dia seguinte. Rebocamos o corpo até a Ilha do Mar Virado, nas proximidades da Praia da Tabatinga e lá fizemos o seu fundeamento para que não fosse arrastado pela força da maré”, explica.

Ele acredita que durante a madrugada de quarta para quinta-feira, com a agitação do mar e as chuvas, os cabos que prendiam o animal ancorado no fundo das águas devem ter se rompido e levado a baleia até à praia do Aruan.

Hugo Gallo acredita que o forte odor do corpo em putrefação ainda será sentido por aproximadamente dois dias. “Depois, a tendência é desaparecer”.

Participaram da ação as Secretarias de Serviços Públicos (Sesep) e Meio Ambiente, Agricultura e Pesca (Smaap), que seguiram orientações prestadas pelo Instituto Argonauta para fazer o enterro do animal. Além disso, a Secretaria de Trânsito, Segurança e Defesa Civil coordenou a circulação de veículos e pedestres próximos ao local.

O enterro

A Sesep levou à praia do Aruan uma pá carregadeira e uma escavadeira hidráulica, além de uma equipe de seis funcionários, que foram orientados a abrir uma cova com quatro metros de profundidade, 15 metros de comprimento e sete de largura. Foi necessário rolar o corpo do animal até a cova, que foi coberta com a areia que já tinha resquícios do animal.

Os trabalhos foram coordenados desde o seu início, às 9h, até o encerramento, às 13h, pelos secretários da Smaap, Marcel Giorgeti, e Sesep, Roberti Costa.


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