Mães do Litoral Norte se encontram para “Hora do Mamaço”

O encontro acontece neste sábado (5) em Caraguá, Ilhabela e São Sebastião, como parte da Semana Mundial de Aleitamento Materno
O encontro visa promover o aleitamento materno na região (Foto: Divulgação)

Para promover a saúde de bebês e mães, a Semana Mundial de Aleitamento Materno é realizada até 8 de agosto em 150 países. E o Litoral Norte também entrou na campanha. Mamães de Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela se encontram, neste sábado (5), para “Hora do Mamaço”, um momento simbólico de amamentação coletiva para incentivar o ato e o respeito da sociedade com a lactante.

Em São Sebastião, o Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciama) promove o encontro às 14h, na Praça da Bíblia, na Topolândia. 

No arquipélago de Ilhabela, o evento vai ocorrer no Centro Cultural da Vila, no mesmo dia e horário, em parceria com o Projeto Dança Materna e secretaria da Saúde. Haverá vivências da Dança Materna e de Yoga para Gestantes, Mães e Bebês, com Tatiana Tardioli, Cielo Costa e Fabiana Baltazar. Bate papo sobre amamentação com Alejandra Soto Payva, além da apresentação de um mini-documentário, de Guga Ferri, sobre a 1ª Semana do Bebê de Ilhabela.

Já em Caraguá, a "Hora do Mamaço" vai ser na Praça Cândido Mota, também às 14h, promovida pelo Centro de Atendimento Materno Infantil (Ceami), pelo quarto ano seguido. Em Caraguatatuba, ainda, serão sorteados ao público camisetas da campanha e carregadores de bebê, conhecidos como baby sling. A previsão é que 150 pessoas compareçam ao evento.

A ação foi lançada em 1992 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o objetivo de dar visibilidade à amamentação e incentivar o aleitamento materno exclusivo até no mínimo seis meses de vida. O tema deste ano é "Apoiando a Amamentação – Todos Juntos!", que remete à importância da colaboração multissetorial para o apoio e sucesso da amamentação. 

Pesquisa

De acordo com a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência dos recém-nascidos. Se toda criança fosse amamentada desde o nascimento até os 2 anos, mais de 800 mil vidas seriam salvas anualmente, estimam as entidades.

A OMS e o Unicef recomendam a amamentação imediata após o nascimento e o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida do bebê. Após o primeiro semestre, deve-se incluir alimentos nutritivos como complementação ao leite. Posteriormente, até os 2 anos de vida da criança, o leite materno deverá servir como complemento à alimentação.

O levantamento global de amamentação, que avaliou 194 nações, descobriu que apenas 40% das crianças menores de 6 meses são amamentadas exclusivamente (sem nada além de leite materno) e apenas 23 países têm taxas de amamentação exclusiva acima de 60%. No Brasil, 39% das mães amamentam seus filhos exclusivamente até os 6 meses de vida, segundo o estudo do Unicef e OMS.

Mortes de crianças

Ainda de acordo com a OMS, em cinco das maiores economias emergentes do mundo - China, Índia, Indonésia, México e Nigéria - a falta de investimento na amamentação resulta em aproximadamente 236 mil mortes de crianças por ano e US$ 119 bilhões em perdas econômicas. Para a organização, globalmente, o investimento na amamentação é muito baixo.

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