Repórter de TV acusada de "pombo-correio" do PCC é presa foragida em Ilhabela

Luana Don era procurada pela Justiça desde novembro, com recompensa de R$ 50 mil para quem levasse à sua prisão
A advogada estava escondida no bairro da Cocaia, em Ilhabela (Foto: Facebook/ Divulgação)

A ex-repórter da Rede TV e advogadaLuana de Almeida Domingos, procurada pela Justiça desde novembro de 2016, foi presa na manhã desta terça-feira (4), escondida em uma casa no bairro da Cocaia, em Ilhabela. A mulher, de 32 anos, é acusada de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de repassar ordens dos chefes de dentro da prisão para os integrantes da facção nas ruas.

Luana Don, como é mais conhecida, tinha sua foto na lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo, que oferecia recompensa de até R$ 50 mil para quem levasse a sua prisão. A advogada foi capturada em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de São Paulo e a do Rio de Janeiro, pois ela é acusada de atuar como "pombo-correio" nos presídios dos dois Estados.

A suspeita era investigada na Operação Ethos, que busca desmantelar um grupo de advogados pagos pelo Comando para transmitir informações sobre as atividades da facção dentro e fora dos presídios. Além disso, os advogados pagariam propinas para agentes públicos favorecerem o PCC.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que "a presa será encaminhada para a Penitenciária de Presidente Venceslau, onde permanecerá à disposição da Justiça".  

Luana ficou conhecida entre 2012 e 2015 quando trabalhou como repórter do programa TV Fama, em São Paulo. Ela deve responder por corrupção ativa, integração em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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