Tamanduá-mirim morre em Ubatuba e suspeita é de choque elétrico

Ele estava com marcas e lesões características de eletrocussão

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Corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)
Corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)
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O Instituto Profauna – Proteção à Fauna e Monitoramento Ambiental – vai investigar a morte de um tamanduá-mirim ocorrida na semana passada na trilha da praia da Fortaleza, no sul de Ubatuba. O grupo foi acionado para resgatar o animal, mas o encontrou morto. A suspeita é que tenha sido eletrocutado.

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O caso ocorreu na sexta-feira (30/4) quando um integrante do grupo foi atender a ocorrência e achou o animal morto na trilha sentido à praia do Bonete. “Ficamos muito intrigados com a possível fator que teria provocado a morte do animal, contudo, ao fazer a avaliação do cadáver, observamos marcas e padrões de lesões muito características de acidentes com choque elétrico”, disse o instituto Profauna.

Essa suspeita é reforçada porque, exatamente no local onde o animal foi encontrado morto passam fios de distribuição elétrica da empresa Elektro, empresa concessionária pelo abastecimento em Ubatuba.

Equipe do instituto com o corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)
Equipe do instituto com o corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)

Ainda de acordo com o Instituto, o cadáver foi encaminhado para o Departamento de Anatomia Animal do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhanguera, de São José dos Campos, onde será feita a necropsia para estudos e possível identificação da causa da morte.

Conheça o tamanduá-Mirim

Corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)
Corpo do tamanduá-mirim foi encontrado em trilha de Ubatuba (Foto: Profauna/Divulgação)

O tamanduá-mirim ou tamanduá-colete (Tamandua tetradactyla) é um mamífero nativo da mata atlântica brasileira. Ele tem as patas com unhas compridas que ajudam na escalada. Não tem nenhum dente na boca, mas possui um focinho comprido com um linguarão enorme que o  ajuda a comer formigas, seu alimento favorito.

Em situações estressantes ele solta uma catinga desagradável que inibe o ataque dos seus predadores. Além disso, tem uma audição e visão pouco desenvolvidas, mas seu olfato é apuradíssimo.

O tamanduá-mirim tem um padrão de coloração da sua pelagem que lembra a um “colete” negro. O restante dos seus pelos tem uma cor que varia do amarelo ao marrom pardo. Dependendo do região geográfica, o colete do tamanduá-mirim pode variar do negro ao castanho até um amarelado pouco destacado do resto do pelo do animal, mas mesmo assim, são todos da mesma espécie.

Possui uma cauda semipreensil que utiliza para subir e manter-se na copa de árvores, e que é nua na parte ventral. Seu comprimento varia de  47 e 77 cm. Pode pesar 7 kg quando adultos. Em cativeiro  pode chegar a 19 anos, como já registrado e tem um único filhote por ninhada.

Sobre o Profauna

O Instituto Profauna atua na conservação da biodiversidade e no combate ao tráfico de animais. Com sede em Ubatuba, o órgão é uma organização não-governamental que tem como missão a conservação da fauna silvestre e o combate ao tráfico de animais.

Para atingir esses objetivos, o Profauna trabalha em três frentes: educação ambiental, pesquisa científica e projetos de capacitação e geração de renda para inclusão social. Entre os projetos estão: Programa Bicho Solto, 101: a BR da Vida; Identidade Caiçara – pesca artesanal com cerco flutuante e Pescador Amigo da Tartaruga.

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