foto em foco: o muro da vergonha

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Anestesiados todos pela demência que se esparramou pela nação inteira que de festiva só sobrevive na lembrança de tempos antigos, é quase certo que quase ninguém percebeu essa barbaridade perpretada à luz do dia e vagarosamente na medida temporal da sua consolidação física.
Quem passa pela rodovia Rio Santos entre São Sebastião e Caraguatatuba enche os olhos de paisagens idílicas, de cartão postal.

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Para os pobres deste mundo inóspito, o horizonte sem entraves é um dos poucos bens ainda desfrutáveis, onde a imaginação ganha asas e voa além e longe da miséria corriqueira.

É o mar que brilha feito diamante que só milionário tem; é a montanha toda verde que só o fazendeiro sacana tem antes do desmatamento e da queimada; é o céu azulado de respiração refrescante e energizante muito o mais do que qualquer red bull te dá asas que só o tem as cidades que ainda não se venderam à industrialização das fábricas poluentes; é o lugar onde a vida caiçara ainda pulsa e encanta…

E foram os caiçaras, esse povo massacrado pela especulação imobiliária que bosteou todo o nosso litoral que era imaculado e livre de merda n’água, de muros, grades, cercas elétricas, câmeras de vigilância e milícias quem deu a notícia em primeira e única mão no facebook .

Porque jornal impresso algum e tantos existem a soldo municipal enriquecendo seus donos puxa-sacos que se dizem jornalistas e ao o dizerem ofendem de morte bem matada sem direito à reencarnação ou purgatório ou inferno a profissão de jornalista, estampou essa manchete.

Os desgraçados sem conta que passam aboletados nos ônibus lotados, transporte pior que o de gado em direção ao abate, não mais terão o colírio da visão do mar e das montanhas verdejantes de Ilhabela porque o proprietário da costeira construiu muro alto sequestrando a vista só para o seu deleite egoísta com o beneplácito do DERSA como descobriu com espanto o coletivo caiçara .

Muro alto de indigentes blocos de concreto chapiscados numa aspereza feito a da vida tão plena de arestas da maior parte dos brasileiros sem título de propriedade de costeira tomada a preço de banana quando não a preço de dinheiro nenhum dos caiçaras de antanho pelos espertalhões da cidade grande. Muro alto e tão desgracioso em tudo diferente da mansão que oculta e acredita se proteger da pobreza que despreza e tiraniza. Muro alto e tão caro que bem poderia financiar um monte de casas populares.

Assim hoje se constroem as cidades brasileiras. Segregando as pessoas conforme a sua renda. Os ricos se refestelam em condomínios fechados onde decretam suas próprias leis sempre protegendo seus transgressores filhinhos de papai.

Os pobres endoidecem nas margens, nos buracos e nas pirambeiras urbanas favelizadas pela negligência governamental que fuzila crianças de colo causando indignação no mundo civilizado.

Os remediados, a dita classe média, ocupa os meio-espaços vivendo no Limbo.

O muro de Berlim dividiu a cidade esfrangalhada tornando-se monumento emblemático da guerra fria. Dum lado a capitalista República Federal da Alemanha e doutro a República Democrática Alemã, que de democrática, nada tinha.

Foi chamado de muro da vergonha e fez forte figuração em muito filme bom, o espião que saiu do frio entre eles. Baseado no romance de espionagem homônimo de John le Carré, foi rodado em preto e branco, numa fotografia depressiva, em 1965 sob direção de Martin Ritt, com Richard Burton e Claire Bloom no elenco. Película melancólica embalada pela pungente música de Sol Kaplan desnudou a hipocrisia, a amoralidade dos regimes antagônicos. Seu final trágico é inesquecível.

Pois então esse muro que oblitera o horizonte criando dois espaços estanques, um de asfalto e mato e outro de mar e céu desde já pode ser chamado de muro da vergonha.

Porque é uma vergonha tratar de maneira desrespeitosa dum direito básico do cidadão, do direito de ver a beleza. Direito esse fundamental numa cidade que vive do turismo. Que turista de bom senso se apraz em olhar muro de concreto? Se disso gosta não precisa descer a serra pra gastar aqui.

Essa é uma questão pequena? Sim, muitos achariam que sim ainda mais nesse momento de total descalabro quando o governo federal guerreia feito quinta coluna no combate ao coronavírus.

Todavia essa questiúncula desmascara que, se a sociedade civil e a administração pública local são ambas inoperantes para resolvê-la a contento, que capacitação terão para resolver problemas muito, muito mais intrincados?

Como o é o do iminente colapso da saúde pública nas cidades brasileiras vaticinado com estardalhaço por tudo quando é cientista respeitado, a exemplo de Miguel Nicolelis .

Os prefeitos do Litoral Norte têm posado de valentões atropelando a autoridade do governador. Que não é flor que se cheire; longe disso. Janota ambicioso e traíra tanto do eleitorado que o elegeu quanto dos seus padrinhos políticos, não desperta admiração.

Só que em relação ao combate da pandemia, tem tido comportamento sensato e se hoje não estamos ainda em pior situação do que estamos, muito se deve a sua persistência em tomar medidas de controle chanceladas pela comunidade científica e em produzir no Butantan a vacina Coronavac.

Órfãos do governo federal que se recusa em colaborar agindo com desatinada animosidade, os estados buscam se salvar cada um por si.

Essa postura de enfrentamento, opondo o governo federal aos estaduais e municipais para criar uma narrativa favorável à paranóia que alimenta as hordas bolsonaristas, impediu que no caso do colapso amazonense, incontáveis vidas fossem poupadas  O governador havia baixado no fim de dezembro medidas restritivas com algum poder de frear a escalada veloz da doença, mas pressionado pelos negacionistas a berrarem coléricos o mantra da economia acima de deus e do brasil por Manaus, fraquejou; voltou atrás franqueando o martírio  que ganhou as tvs do planeta todo.

Cidades do pais inteiro se articulam através da Frente Nacional de Municípios num consórcio público para compra de vacinas  diante da lerdeza e da insegurança do Plano Nacional de Imunização. Até o dia 22 de março a associação será legalmente criada. E até o dia 5 do mesmo mês, na sexta-feira, novos municípios poderão aderir. No momento, chega a uma centena o número de participantes; São José dos Campos e Caraguatatuba estão na lista.

Pelas cidades do Litoral Norte vemos gente se aglomerando, circulando sem máscara facial ou a usando no queixo ou pendurada na orelha. Parte do comércio que jura de pés juntos respeitar os protocolos que assegurariam a saúde de seus clientes e funcionários, falha. Só não enxerga quem, por teimosia, não quer.
Operários trabalhando pelas ruas não usam máscara facial. Dá pra imaginar que tipo de patrões têm que não se preocupam em lhes dar máscaras seguras, as pff-2 ou 3, com real poder de mitigar a contaminação e que podem muito facilmente ser compradas em quantidade a preço baixo.
Os donos de restaurantes, hotéis, pousadas, padarias, supermercados, lojas, deveriam tê-las comprado para seus funcionários para nos pouparem de assistir o bizarro espetáculo de máscara facial de pano tabajara tomara que caia caindo mesmo.

Danosas situações de pessoas sem usar máscara facial no espaço público, aglomeradas nas praias, nas praças, nas calçadas, nos comércios, poderiam ter sido evitadas através dum trabalho sério e responsável de orientação e disciplina.

Agora é tarde e se as hospitalizações vão explodir por aqui implodindo os fragilizados hospitais e postos de saúde locais como vêm fazendo em tantas cidades Brasil afora, vão explodir porque as contaminações foram gestadas lá atrás, quando a gritaria toda dos briguentos prefeitos unidos por estas bandas era pela defesa intransigente da economia vocalizando a preocupação duma parcela menor da sociedade, mas com poder financeiro e político. A escolha feita foi a de atender esse pleito ruidoso e não a de dar a máxima publicidade possível à periculosidade da doença e aos comportamentos preventivos e profiláticos que efetivamente têm o poder de diminuir o seu contágio, bem como o de exercer uma ativa e rigorosa fiscalização municipal garantindo a sua obediência cotidiana.

O fechamento das cidades, por impopular ao beligerante eleitorado reacionário defensor da cloroquina e congêneres reputados como inúteis e até lesivas à saúde por abalizadas pesquisas científicas, é medida encarada como problemática, que exige uma coragem que poucos mandatários têm.

O muro da vergonha, na verdade, os muros da vergonha, tantos eles o são em sucessão interminável na Rio Santos, confirmadas forem as catastróficas previsões de colapso sanitário e desenfreada mortandade na região, serão pálidas vergonhas diante de vergonha essa muito maior nos expondo ao repúdio do juízo implacável do amanhã.

 

P.S.
A Semana de Arte Virtual de Ilhabela foi uma memorável e bem-vinda iniciativa da secretaria da cultura passada e da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela. Somente agora a maioria dos vídeos produzidos sob seu incentivo ficou acessível na página da prefeitura. Infelizmente, faltou uma pequena descrição que apresentasse cada um, permitindo que o expectador escolhesse o que assistir de acordo com o seu interesse.

Ilhabela e a Peste foi o trabalho que fiz, costurando pacientemente em vinte minutos de filme mais de seiscentas fotos de rua, várias delas já mostradas na foto em foco e dezenas de capturas de tela na internet para retratar criticamente a pandemia do coronavírus na cidade, a sua primeira onda. Naquela época, os casos foram crescendo e na finalização do vídeo, alcançaram a marca dos duzentos e trinta e nove com três mortes.

Hoje, dia 2 de março, os dados do SEADE – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados  registram quatro mil, oitocentos e sessenta e seis casos, com vinte e oito mortes. Esse número de contaminados supera com folga o de São Sebastião e o de Ubatuba, cidades mais populosas. Caraguatatuba, com oito mil, novecentos e vinte e dois casos e duzentas e doze mortes é a líder desse campeonato sinistro no Litoral Norte.

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Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, fotógrafo, ilustrador, cartunista e jornalista. Seu trabalho de artista gráfico correu mundo e conquistou doze prêmios internacionais, entre eles, na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières, Première Édition ( Canadá ), no 3º Concurso Internacional de Minigrabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 1st International Small Engraving Salon Inter – Grabado 2005 ( Uruguai ). No Brasil foi premiado em trinta e nove ocasiões entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no 3º Salão Victor Meirelles, no 2º Salão SESC de Gravura, no 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional – Contemporâneo, no 7º e no 3º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na II Bienal da Gravura, na 4ª e na 2ª Bienal de Gravura de Santo André, na 5ª e na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc de Artes Visuais de 2008, 2010 e 2011. Realizou trinta e uma individuais, cinco delas no exterior. Pratica a fotografia de rua e investe também no fotojornalismo. É colaborador exclusivo da Istockphoto da Getty Images e parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Como jornalista colaborou como articulista na primeira versão do Jornal da Ilha, na Folha da Cidade, na revista por dentro do Baepi. Assina a coluna de opinião foto em foco no Nova Imprensa desde 2016.

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