Atendimento no hospital de Boiçucanga tem espera de até cinco horas

Pacientes chegaram a chamar a polícia indignados com a situação

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Inaugurado há dois meses, o hospital de Boiçucanga ainda não consegue cumprir com o que foi prometido em campanha eleitoral. O tempo de espera para atendimento tem variado de três a cinco horas e as reclamações dos pacientes se multiplicaram nos últimos dias. A polícia chegou a ser chamada por usuários indignados com a situação.

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A reportagem esteve no local na noite desta segunda-feira (11), quando havia cerca de 40 pessoas na sala de espera do pronto-atendimento. Apenas um médico estava de plantão.

Outras 20 pessoas aguardavam na ala de pediatria, onde estão sendo atendidos os casos de suspeitas de Covid. Antes de serem encaminhados a essa ala, os usuários com sintomas de Covid compartilham o mesmo ambiente dos demais.

Na tarde do dia seguinte, a situação era parecida. O tempo de espera era de três horas em média no pronto-atendimento, e de quatro a cinco horas na ala do Covid. Segundo a recepcionista, tinham cinco médicos atendendo nos dois setores.

Em função da demora, o clima é tenso no local. A reportagem presenciou um bate-boca entre um paciente e uma funcionária. Ele estava com suspeita de fratura no braço e esperava o resultado do raixo-x. Outros desistiram da espera e foram embora sem atendimento.

Nas redes sociais, os relatos descrevem a situação. “Uma vergonha você ficar horas morrendo de dor, em um hospital desse porte, e só um médico pra atender. Revoltante!”, comentou Ariele Ubaldo. “O que adianta esse prefeito querer enganar a população inaugurando hospital novo, bonito, se não tem capacidade de atender todos?”, questionou Camila Rodrigues.

No prédio de R$ 32 milhões, funcionam serviços que já existiam no bairro e foram transferidos para a nova unidade. Já a maternidade ainda é uma promessa. “Minha amiga deu a luz numa cadeira de parto. Logo depois, ela e a neném foram chacoalhando na ambulância até o Centro, porque esse hospital não tem uma maternidade”, contou uma usuária.

Cadê o dinheiro do hospital?

O vereador Wagner Teixeira, que mora em frente à unidade, disparou contra o prefeito e a secretária de Saúde. “Tomem vergonha na cara e façam alguma coisa. A hora que morrer alguém vou pedir a prisão de vocês”, ameaçou Wagner. “Quero saber onde está sendo usado o dinheiro da Saúde. Vocês não pagam funcionário, não tem remédio, não contratam ninguém. Pro bolso de alguém está indo o dinheiro”, acusou o vereador, na noite de domingo (10), em vídeo ao vivo que já alcançou mais de 18 mil visualizações.

Procurada na tarde desta terça-feira (12), a secretária Ana Soares não quis comentar as declarações de Wagner. Ela disse que está tomando providências, mas ainda não podia informar quais seriam. “Estamos arrumando a casa”, afirmou Ana.

Já o prefeito Felipe Augusto não respondeu ao contato da reportagem.

Usuários do hospital também aproveitaram para cobrar explicações na live semanal que o prefeito costuma comandar no gabinete, às terças-feiras. Mas ontem, pela primeira vez, Felipe não participou. A desculpa dada é que o prefeito não conseguiu chegar a tempo por causa do trânsito.

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