foto em foco: Fora Bolsonaro

Privado da alegria e profundamente doente, o Brasil vivencia um pesadelo do qual não mais acorda. Mas urge acordar; é inadiável que abra os olhos e enxergue

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Protesto 'Fora Bolsonaro' aconteceu no último sábado (23) (Fotos: Márcio Pannunzio)
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Moradores de Ilhabela e São Sebastião se reuniram na praça da igreja matriz de São Sebastião neste sábado, dia 23 de janeiro, contra o presidente Jair Bolsonaro, atendendo a um chamado compartilhado através das redes sociais. Gente zelosa na obediência às medidas para evitar o contágio do coronavírus, saiu a campo em cruzada cívica e graças a sua destemida e solidária atitude, as duas cidades entraram na honrosa lista dos lugares do Brasil que desencadearam juntos uma onda com possibilidade de paralisar a inominável destruição da nação em curso.

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O Brasil perdeu a graça era o título de uma foto em foco que se mostrou profética. Na época era por demais óbvia a abissal diferença de biografias, antepondo cristalinamente a mediocridade e a inépcia à excelência acadêmica e à sólida experiência de governança. Era notório o antagonismo das visões de mundo: uma, norteada pelo humanismo e amorosidade e a outra, pela barbárie e maldade. Mas mesmo assim cinquenta e sete milhões de brasileiros escolheram se arruinar levando consigo todo o país.

Pois então o Brasil perdeu totalmente a graça. Perdeu a alegria. E adoeceu duma doença ainda mais nefasta do que a provocada pelo coronavírus. Uma doença que corrói valores morais, instituições, sonhos generosos, empatia, honradez, inteligência, civilidade, cultura e agora, num quadro de absoluto descalabro sanitário que escandaliza o mundo, vidas.

Sob o sol que tudo incendiava num calor infernal do meio dia, esse grupo de moradores das cidades vizinhas se pôs a pintar e montar faixas. A Polícia Militar marcou presença no protesto ‘Fora Bolsonaro’, mas nem teria precisado se manifestar advertindo sobre a necessidade de respeitar o distanciamento social e o uso de máscara facial porque os ali presentes seguiam essas diretrizes com rigor.

Faixas e cartazes prontos, percorreram as ruas em carreata que, apesar de angariar bastante simpatia, despertou também infelizmente, injustificadas reações de repúdio dos apoiadores de Bolsonaro. Vagabundos! Petralhas! Comunistas! Foram vociferados como xingamento pelos empedernidos bolsonaristas encontrados no caminho.

E isso confirmou que será enorme o trabalho para que sejam reconstruídas a lucidez e a bondade.

Privado da alegria e profundamente doente, o Brasil vivencia um pesadelo do qual não mais acorda. Mas urge acordar; é inadiável que abra os olhos e enxergue.

Fato é que faz tempo que foi chocado esse ovo da serpente a despeito de tantas e tantos que gritaram alertando do perigo a ponto de emudecerem por esgarçarem a voz em apelos dramáticos que não encontraram ouvido sadio. Um dos participantes do movimento na praça nos recordou disso ao vestir uma camiseta com letras maiúsculas em negrito vermelho: EU AVISEI.

Deprimiu-se a outrora festiva vida brasileira e o pérfido veneno dessa serpente assassina boas intenções, amizades, desmantela famílias, encastela a velha degenerada desde sempre perniciosa política, destrói o Brasil e no seu ápice sinistro, cava infatigável incontáveis sepulturas coletivas à força de trator.

FORA BOLSONARO!

A tarefa de recolocar o bolsonarismo no seu merecido lugar, no lixo da história, exigirá esforços gigantescos e essa onda que principiou no dia 23 é o seu começo.

Os norte-americanos conseguiram retomar uma narrativa virtuosa. Nós também podemos. E necessitamos; temos essa obrigação inescapável em reverência à memória de milhares de brasileiros que estupidamente morreram antes da hora pela malignidade do governo Bolsonaro, já elencado como o pior dos piores.

Novas manifestações contra o governo Bolsonaro estão agendadas para o domingo, dia 31 de janeiro dentro do movimento stop Bolsonaro mundial.

A participação popular do Litoral Norte nelas, desta feita, talvez não tenha o brilho da retratada nesta coluna porque a adesão tem sido pequena.

Mesmo os segmentos mais politizados e articulados da região como é o caso da classe artística, dos defensores do meio ambiente e dos juristas têm tido pouco protagonismo e a voz deles está inaudível, ainda que existam aqui e ali alguns que, com energia vêm se posicionando buscando sensibilizar os outros.

A enfermidade atual da política brasileira é de uma implacável atrocidade que só faz reverenciar a destruição da civilização e da vida.

Sua face morfética se desnuda todos os dias e nós a vemos no nosso cotidiano.

Uma simples caminhada na praia do Perequê em Ilhabela a revela, como atestam as fotos abaixo, feitas na noite do dia 27 de janeiro.

Elas mostram um grupo de jovens unidos em celebração religiosa. Todos juntos num flagrante desrespeito ao distanciamento social e ao uso de máscara facial.

Acreditando que oravam a Deus estavam na verdade invocando a morte.

A variante mais infecciosa da coronavírus encontrada em Manaus está se espalhando pelo Brasil e se já não está entre nós, em breve estará.

É inacreditável que possa existir quem não tome ciência da ameaça que todos vivemos. A de nos contaminarmos, adoecermos correndo risco de vida, espalhando ainda essa doença entre nossa família e amigos.

Desgraçadamente existe gente demais que não toma essa ciência; muito ao contrário, a tripudia, a violenta, a mortifica e se isso acontece é mérito incontestável desse governo satânico que desde o seu princípio com a sua pregação do ódio consagrada na patética performance das mãos revólver elegeu estimular a matança do que a salvação da vida.

Aos invés de unir o povo em torno de atitudes que comprovadamente protegem da doença, deu o péssimo exemplo da completa irresponsabilidade, da absoluta falta de empatia estimulando o tempo inteiro comportamentos imbecis, egoístas, imorais, perniciosos, criminosos, verdadeiros atentados à saúde pública.

Não espanta pois que esses jovens das fotografias assim procedam se expondo a viver o desastre de assistirem à morte de seus parentes e amigos contaminados por sua causa.

Essas pessoas que hoje se comportam temerariamente colocando em enorme perigo a si e a seus familiares e amigos são as que se iludiram e continuam se iludindo com o tosco e ignóbil discurso presidencial; seguem o exemplo malsão de Bolsonaro e seus asseclas.

Podem perceber a insânia da sua escolha tarde demais e se desse pesadelo coletivo de brasil pátria amada brasil pária entre as nações vamos nalgum momento acordar exauridos, elas que, desvairadamente agiram provocando tragédias familiares, vão delas se condoer pelo resto dos seus dias.

 

 

 

paz atropelada

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Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, fotógrafo, ilustrador, cartunista e jornalista. Seu trabalho de artista gráfico correu mundo e conquistou doze prêmios internacionais, entre eles, na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières, Première Édition ( Canadá ), no 3º Concurso Internacional de Minigrabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 1st International Small Engraving Salon Inter – Grabado 2005 ( Uruguai ). No Brasil foi premiado em trinta e nove ocasiões entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no 3º Salão Victor Meirelles, no 2º Salão SESC de Gravura, no 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional – Contemporâneo, no 7º e no 3º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na II Bienal da Gravura, na 4ª e na 2ª Bienal de Gravura de Santo André, na 5ª e na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc de Artes Visuais de 2008, 2010 e 2011. Realizou trinta e uma individuais, cinco delas no exterior. Pratica a fotografia de rua e investe também no fotojornalismo. É colaborador exclusivo da Istockphoto da Getty Images e parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Como jornalista colaborou como articulista na primeira versão do Jornal da Ilha, na Folha da Cidade, na revista por dentro do Baepi. Assina a coluna de opinião foto em foco no Nova Imprensa desde 2016.

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