Fábrica clandestina de palmito é fechada em Ubatuba

Um senhor assumiu que vendia os produtos por estar desempregado e acabou multado em mais de R$ 7 mil

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O caso aconteceu na tarde de quinta-feira em Ubatuba (Fotos: PM/ Divulgação)

Uma fábrica clandestina de palmito foi fechada pela Polícia Ambiental no bairro Camburi, em Ubatuba, na tarde desta quinta-feira (22). O senhor responsável pelo espaço alega que vendia os produtos em Paraty (RJ) a R$ 22 cada vidro por estar desempregado. Ele foi multado em R$ 7.740 por crime ambiental.

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A polícia recebeu uma denúncia anônima de que estaria ocorrendo desmatamento no interior de unidade de conservação de proteção integral Núcleo Picinguaba e no local, encontrou diversos cortes de palmito juçara (euterpe edulis), em local de grande abundância da palmeira.

Em contato com populares, foram informados que as palmeiras juçara vinham sendo exploradas por um senhor conhecido por “Peco” que reside no mesmo bairro. Os policiais ambientais foram até a casa do suspeito e recebidos por sua esposa, M. C., encontraram na área externa da residência cascas do palmito juçara e mais alguns potes com o palmito já em conserva em cima de uma mesa. A senhora confirmou para os policiais que pertencia ao seu marido, E. D., que não estava em casa naquele momento.

A equipe procurou o homem pelo bairro, sem êxito, e ao retornar à residência, alvo da fiscalização, localizou o infrator. O senhor foi conduzido à Delegacia de Polícia de Ubatuba, apresentado ao delegado de plantão, que o enquadrou na lei 8137/90 (crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo), causar dano a unidade de conservação Artigo 40 da lei federal de crimes ambientais 9605/98, título VIII – incolumidade pública (arts. 250 a 285), artigo 272 caput, falsificar/adulterar substâncias e produtos alimentícios, e o respectivo auto de exibição e apreensão.

Segundo a Polícia Ambiental, o local era uma “fabriqueta para industrialização clandestina de palmitos”. Foram apreendidos petrechos e subprodutos florestais, “que evidenciaram o crime contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, afetando ainda unidade de conservação de proteção integral, Pesmar – Núcleo Picinguaba”.

Foram apreendidos no local: 11 vidros de palmitos industrializados contendo 0,9 gramas de palmitos em conserva da espécie juçara; oito vidros vazios com capacidade de 0,9 gramas; um tambor de plástico com capacidade de 20 litros; um tambor de alumínio com capacidade de 20 litros para cozimento.

A Polícia Ambiental alerta ainda para riscos à saúde. “A contaminação do palmito em conserva pode causar o botulismo, uma intoxicação causada por uma bactéria encontrada no solo e nos alimentos e que pode provocar a morte. Quando é retirado da palmeira, eles colocam no chão aquela parte comestível do caule. É nesse momento que há o contágio. Eles fazem a fervura de forma irregular, inadequada, com muita falta de higiene. A bactéria continua mesmo depois da fervura, mesmo depois do ácido que eles colocam elas continuam vivas. Ou seja, quando ela vai para a mesa do consumidor acaba gerando o problema de saúde muito grave”, divulgou a polícia.

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