Alunos de Ilhabela postam cartas para Maria da Penha

A lei de 2006 que tornou crime a violência contra a mulher leva o nome da ativista

0
30
Maria da Penha é conhecida em todo o mundo pela luta contra violência doméstica (Foto: Divulgação)

Estudantes de Ilhabela realizaram uma visita à agência dos Correios, onde postaram
cartas para Maria da Penha, mulher que inspirou a Lei 11340/2006, data que se tornou crime a violência contra a mulher. Ao todo, foram enviadas 98 cartas à ativista, que ficou paraplégica após levar um tiro do companheiro.

- Publicidade -

As cartas foram produzidas pelos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II da E. M. Profª Drª Ruth Correia Leite Cardoso, na Barra Velha, revisadas e reescritas durante as aulas de Leitura e Produção de Textos e endereçadas ao Instituto Maria da Penha, localizado no Recife.

“Os alunos tiveram a oportunidade de aprimorar suas capacidades de escrita através da produção de um gênero textual autêntico”, afirma o professor responsável pelo projeto, Arnaldo Sobrinho. Uma vez prontas as cartas, as turmas preencheram os envelopes, tomando contato com elementos como destinatário e remetente.

O envio das cartas encerra um trabalho que contou ainda, com o estudo do texto da Lei Maria da Penha, a realização de um seminário oral e a produção de um vídeo. “Uma educação linguística significativa e eficiente não pode ignorar que toda prática de linguagem, oral ou escrita, visa sempre um objetivo social”, diz Sobrinho.

Os alunos terão ainda a oportunidade de participar de um bate-papo com Maria da Penha, através de uma videoconferência realizada por Skype. “Na era digital, o letramento precisa levar em conta as novas possibilidades de interação trazidas pelas tecnologias da comunicação”, finaliza o professor.

Maria da Penha

Nascida no Ceará, a farmacêutica se tornou conhecida por sua luta em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica. Em 1983, ela levou um tiro do marido e ficou paraplégica, tendo que interromper a sua carreira profissional.

Num momento em que ainda vigorava a ideia de que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, Maria da Penha lutou por 20 anos para que seu agressor fosse preso – esforço oficialmente reconhecido em 2006, quando foi sancionada a lei 11.340, que tornou crime a violência doméstica e familiar praticada contra a mulher.

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, informe seu nome aqui