Quem o acompanha hoje a carreira do lutador de Ilhabela, Clehomens Almeida, conquistando diversos títulos e pódios em competições por todo o Brasil, não imagina a batalha que ele travou há alguns anos contra seu adversário mais impiedoso: as drogas. O jovem nasceu em São Luís (MA), mas, como ele mesmo diz, é um ilhabelense de coração, já que veio para a cidade quando tinha apenas cinco anos e logo começou sua história no esporte.

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“Comecei no jiu-jitsu com, mais ou menos, oito anos. Permaneci até a adolescência e parei quando tinha 16. Errei no passado e fui preso por tráfico de drogas”, lembrou, emocionado.

O jovem nasceu em São Luís (MA), mas, como ele mesmo diz, é um ilhabelense de coração, já que veio para a cidade quando tinha apenas cinco anos. E quando a vida parecia que estava prestes a nocauteá-lo, encontrou, no esporte, forças para superar essa fase tão difícil.

“As primeiras portas que se fecharem foram as de casa. Então, voltei a me dedicar ao esporte e tudo mudou; conquistei novamente a confiança dos meus pais, que sempre fizeram de tudo por mim e nunca me deixaram só, porque quando eu mais precisei, eles estavam lá por mim. Lembro que meu maior medo era as pessoas me julgarem, mudei minhas amizades e comecei a ficar em casa com minha família. Não foi fácil, mas com o tempo, eu voltei a ser quem era novamente, aquela pessoa feliz e sorridente, coisas que só o esporte é capaz de fazer”, comentou.

Além de o ter ajudado a vencer essa fase tão difícil, o atleta atribui ao esporte o fato de ter conquistado o maior de todos os feitos de sua vida: constituir uma família, segundo ele. “Graças ao jiu-jitsu encontrei uma companheira que realizou meu maior sonho, que era ter uma filha. Hoje, vou poder ensinar ela a trilhar o caminho do esporte e a ser uma grande atleta para nossa cidade e país”, destacou.

Atualmente, Clehomens Almeida é um colecionador de conquistas importantes, como o bicampeonato no Mundial e no Sul Americano de NoGi. Dedicado aos treinos, o atleta já se prepara para sua próxima competição, o Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu Esportivo, a ser realizado ainda este mês.

“Eu me sinto bem falando minha história, porque eu tenho sempre em mente ser um bom exemplo, de ajudar as pessoas que estão passando por dificuldades parecidas ou iguais as minhas e mostrar que assim como eu venci, elas também podem trilhar novos caminhos, que todos nós podemos”, concluiu Almeida.

Hoje, a Secretaria de Esporte e Lazer de Ilhabela contempla 80 esportistas por meio do Programa Bolsa Atleta. O projeto consiste em ajuda de custo para os atletas de alto rendimento, durante um ano e, segundo o governo, a intenção é que, com o auxílio, os esportistas possam se dedicar mais aos treinamentos e competições.

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