Empresários de Caraguatatuba fazem manifestação pacífica na Tamoios

O intuito é buscar alternativas para os constantes fechamentos da serra em dias de chuvas

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Reunião realizada na ACE para discutir interdição da Tamoios (Foto: Divulgação/PMC)

Empresários do comércio e do setor de turismo de Caraguatatuba organizam para esta segunda-feira (22), às 10h, uma manifestação na Rodovia dos Tamoios (SP-99). O intuito é buscar alternativas para os constantes fechamentos da serra em dias de chuvas. Os envolvidos destacam que o movimento é pacífico. A ação será em frente ao Posto da Polícia Rodoviária Estadual, no pé da serra.

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Na semana passada, a comissão organizadora se reuniu na Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba (ACE) com representantes da Prefeitura Municipal, Legislativo e Dersa para tratar das interdições no trecho de serra na Rodovia dos Tamoios em dias chuvosos.

Por medida de segurança, o acesso à serra fecha se chover 100 milímetros (100 litros por metro quadrado) em 72 horas devido ao risco de escorregamento de barreira. Desde a implantação do sistema foram oito interdições, sendo quatro somente em março.

Estiveram presentes o prefeito Aguilar Junior; o vice-prefeito e secretário de Mobilidade Urbana e Proteção ao Cidadão, Campos Junior; o presidente da Câmara Municipal, Francisco Carlos Marcelino; o diretor-presidente do Dersa, Milton Roberto Persoli; e o diretor de operações do Dersa, João Luis Lopes, além de vereadores e secretários municipais.

Aguilar Junior reconheceu o empenho do Dersa, mas lamentou a ausência dos representantes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e da Concessionária Tamoios, responsável pela rodovia.

“É importante ter essa interlocução com o Governo do Estado, gostaria que a Artesp e a Concessionária Tamoios estivessem na reunião. Na próxima semana estarei em São Paulo e após a manifestação do dia 22, nós podemos ir até a Casa Civil”, se comprometeu.

Entre as principais reivindicações dos empresários da manifestação pacífica estão adoção de medidas preventivas e definitivas para evitar e solucionar os deslizamentos; adoção de um plano; adoção de plano de contingência e realização de laudo por auditoria externa para que se constate a real situação de segurança da rodovia; devolução integral do valor do pedágio em eventuais interrupções de tráfego; e informações transparentes e adequadas a toda população.

Representando os comerciantes de Caraguatatuba, o empresário Rodrigo Tavano frisou sobre os problemas enfrentados e cobrou posicionamento da Dersa. “O senhor conhece alguma rodovia que tenha pedágio, iluminação, pista duplicada, wi fi e Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e que tenha tanto problema de fechamento?”, questionou o presidente da Dersa.

Em relação a uma das reivindicações que é a interrupção da cobrança de pedágio, Milton Persoli adiantou que é inviável porque é com esse recurso que é feita a obra da nova serra da Tamoios. “Mas entendo que a concessionária pode mudar algumas coisas e vamos levar essa reivindicação ao governador João Doria e à Casa Civil”, disse aos presentes.

Na avaliação do vereador Tato Aguilar, a obra é necessária e o Litoral Norte precisa. “Porém, os transtornos causados aos usuários da rodovia está impactando fortemente na economia local, potencializando os níveis negativos de desemprego, queda de vendas do comércio e principalmente no turismo local, que eu vejo como a  maior indústria da região”.

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