Cerca de 50 atletas são queimados por águas-vivas durante prova de natação

Época de reprodução da espécie gera aglomerações de fêmeas e machos

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Provas aconteceram no Balneário dos Trabalhadores (Foto: PMSS/ Divulgação)

Cerca de 50 atletas foram vítimas de queimaduras de águas-vivas durante prova de natação na manhã do último domingo (31), no Balneário dos Trabalhadores, em São Sebastião. Segundo biólogos, esse é um fenomeno natural e acontece devido a época de reprodução da espécie, que pode gerar aglomeração de machos e fêmeas em alguns pontos.

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Uma das nadadoras da prova, Olívia de Paula Vitor Braz, de 15 anos, moradora da cidade de Caraguatatuba, foi atingida nos braços e pernas. Ela não aguentou a dor e foi socorrida pelos organizadores e pelo Samu e retirada da competição. “O mar estava calmo , porém estava com muita correnteza. Largamos 9h10 e tudo corria bem até que senti que fui queimada por uma água-viva. Ainda nadei um bom pedaço de olho fechado, pra ver se conseguia seguir, mas não aguentei”, lamenta.

A 2° etapa do Campeonato Brasileiro de Maratona Aquática teve a participação de 529 pessoas, vindas de diversas cidades do Brasil. O vento é organizado pela Federação Aquática Paulista, em parceria com a Secretaria de Esportes da cidade, tinha provas de 10 Km, 5km e 2,5km. “A organização não tinha como prever este fenômeno natural. E além de mim, mais 50 atletas se feriram. Mas alguns conseguiram terminar a prova”, conta Olívia.

Fenômeno natural

De acordo com o biólogo marinho Marcelo Szpilman, “o aumento na quantidade destes seres nesta época do ano é um fenômeno natural e não há razão para pânico, pois não há nenhuma epidemia descontrolada, mas época de reprodução de muitas espécies desses seres invertebrados, e isso gera aglomerações. Basta uma corrente mais forte para empurrá-los para uma determinada região ou praia”.

O profissional diz ainda que em caso de queimadura, não se deve passar a mão ou esfregar o local, pois isso ativa ainda mais o sistema de descarga dos nematocistos, células peçonhentas existentes nos tentáculos das águas-vivas e caravelas e que ficam grudadas na pele. Não se deve também lavar a região com água doce, pois o efeito é o mesmo. “Molhar com xixi, então, é pura lenda! Não existe nada que comprove que a urina iniba a ação dos nematocistos”, pontua Szpilman.

A Prefeitura de São Sebastião esclarece que no último final de semana foram registradas algumas ocorrências porém, sem nenhuma gravidade e todos os atletas foram prontamente atendidos pela organização do evento. A Federação Aquática Paulista também emitiu uma nota informando que todos os ateltas que tiveram contato com água-viva foram atendidos pela ambulância contratada e estão fora de risco.

 

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