Golfinho e atobá são encontrados mortos em Ilhabela

Uma ave em estado avançado de decomposição, também foi encontrada morta no canal do arquipélago

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Golfinho morto é localizado pelos agentes ambientais (Foto: Divulgação)
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Uma cena que tem aumentado muito nos últimos anos foi presenciada mais uma vez pela equipe da Ação Lixo Marinho, realizada pela empresa Operação Praia Limpa, no último final de semana. Um golfinho foi encontrado morto no canal de Ilhabela.

Além do mamífero, um Atobá e uma ave em estado avançado de decomposição, que não deu para ser identificada, também foram encontradas mortas.

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A bióloga Roberta Gomes destaca que não só no Brasil, como no mundo todo, mais e mais animais estão sofrendo com o impacto do lixo produzido e descartado de forma irregular, e que acaba chegando no mar.

“Os casos de animais mortos ao longo do canal vem sendo algo comum ultimamente, sendo o lixo um grande colaborador para esses acontecimentos, já que a conseqüência da ingestão acidental de plástico pelos animais pode diminuir a capacidade de absorção de nutrientes, reduzindo a probabilidade de chance de vida das espécies”.

Ao todo, 150 quilos de lixo foram recolhidos do mar, retirando do meio ambiente resíduos como uma jaqueta de couro, três vasos sanitários, canos, fios, garrafas, sapatos, latas de alumínio, vidro, isopor, espuma,chinelos, entre outros.

No final da ação, a equipe realiza a triagem do lixo, separando os resíduos e pesando. Após isso, tudo que foi recolhido é encaminhado ao Aterro Municipal de Ilhabela.

Os animais mortos retirados do mar foram encaminhados para o Instituto Argonautas, que efetua a biopsia para saber a causa mortis.

Redes fantasma

Nos mergulhos para retirada de lixo submerso, a equipe da Ação Lixo Marinho encontrou muitas redes de pesca abandonadas, conhecidas como redes fantasmas, pois mesmo sem ser utilizada, a captura é continua, desde peixes, tartarugas, aves marinhas e mamíferos.

Segundo a ONU, equipamentos pesqueiros abandonados ou perdidos, correspondem a 10% do lixo marinho. “As redes de pesca são muito utilizadas no litoral e seu descarte inadequado pode trazer conseqüências graves ao ambiente”, diz o diretor da Operação Praia Limpa, Rogério Vieira Lima Muniz.

A Ação Lixo Marinho teve início em fevereiro e segue até o final do mês de abril, e mesmo com o inicio da baixa temporada, segue pelo mar e nas comunidades conscientizando pescadores e ocupantes das embarcações sobre o descarte correto do lixo.

Para conhecer mais sobre o Projeto Operação Praia Limpa, visite o facebook: https://pt-br.facebook.com/operacaopraialimpa/

 

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