Relatório mostra 52,1% das praias do Litoral Norte com lixo na areia

Registro foi feito em janeiro, no auge da temporada de verão

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Lixo registrado no dia 12 de janeiro na Praia Matarazzo (Foto:Divulgação)

O monitoramento realizado pelo Instituto Argonauta e Aquário de Ubatuba mostra que no mês de janeiro, o auge da temporada de verão, mais da metade das praias do Litoral Norte apresentação uma situação considerável de lixo nas areias no período da coleta.

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O percentual maior foi em Ubatuba, com mais praias analisadas e o menor em Ilhabela. A situação mais preocupante é Caraguatatuba, único município onde a classificação chegou a inaceitável em seis pontos.

Conforme o balanço, no período foram monitoradas 132 praias, sendo 57 em Ubatuba, 15 em Caraguatatuba, 31 em São Sebastião e 29 na Ilhabela, totalizando 4.092 registros em relação ao grau de contaminação por lixo nas praias da região.

No total, foram retirados 1.307,9 kg de lixo, sendo 462,3 kg em Ubatuba, 337,5 kg em São Sebastião, 289,6 kg em Caraguatatuba e ,  que os valores de peso são referentes a uma amostragem do local diária, onde é possível visualizar picos do aumento destes resíduos principalmente aos finais de semana em todos os municípios.

Das praias avaliadas, 78 (52,1%) foram predominantemente classificadas como “traços” e apresentaram algum indício de resíduos sólidos. As demais, 48 (41,9%) predominaram como “ausentes” e seis (6%) “inaceitável”. Nenhuma praia foi classificada como “caótico”, embora conste um percentual em Ubatuba.

No município, dos 1,767 registros, 58,6% tinham “traços” de lixo, seguido do grau “ausente” (38%), “inaceitável” (3,3%) e caótico (0,1%), sendo dois dias na Praia do Matarazzo, no Centro.

Esta é uma praia pequena com 157 metros de extensão de areia fina, tem um ducto de água fluvial que pode conter despejo de esgoto clandestino e contaminar o local. Além da matéria orgânica, que não é considerada lixo, os analistas puderam observar uma grande quantidade de resíduos de origem antropogênica, como garrafas pet, copos e embalagens descartáveis, fragmentos de plástico e isopor, garrafas de vidro, preservativos, entre outros itens.

“A situação tende a se agravar devido à junção de fatores ambientais, como ressaca do mar e eventos de origem antropogênica”, aponta o relatório.

Caraguatatuba teve 465 registros, sendo que 52,7% foram classificados como “traços”, seguido do “inaceitável” (35,9%) e “ausente” (11,4%). As seis praias mais sujas foram Camaroeiro, Pan Brasil, Palmeiras, Flecheiras, Romance e Porto Novo porque se mantiveram nessa situação por um período muito grande.

Em São Sebastião, de 961 registros, 51,7% foram classificados como “ausente”, seguido de “traços” (46,8%) e “inaceitável” (1,5%). Já em Ilhabela, de 899 pontos analisados, 55,1% estavam com as praias “ausente” de lixo, seguido de “traços” (44,5%) e “inaceitável” com 0,4%.

O Boletim do Lixo nas Praias foi lançado no final de 2018 pelo Instituto Argonauta e o Aquário de Ubatuba e o objetivo é fazer uma classificação desde as mais limpas às mais caóticas. A coleta é diária e os dados serão disponibilizados no início de cada mês

Os dados sobre a qualidade do lixo estarão disponíveis online no facebook do Instituto Argonauta e pelo site www.institutoargonauta.org.

 

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