Sobreviventes da queda de helicóptero em Ubatuba falam sobre o trauma

Vizinhos do jovem morto na frente de sua casa presenciaram a aeronave batendo nele pelas costas

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Acidente aconteceu em 1° de janeiro (Foto: Divulgação)

Por Mara Cirino

O helicóptero que caiu em Ubatuba no primeiro dia de 2019 atingiu e matou um morador que andava na rua, porém, os tripulantes da aeronave sobreviveram ao acidente e falaram sobre o trauma. Em entrevista ao Jornal da Cidade, de Bauru, onde mora, Vivian Carolina Cataldo, 34 anos, conta que foi tudo muito rápido e que nem se deu conta da pane do helicóptero. O voo teria durado apenas um minuto antes de cair.

“Logo que ganhamos altura, acendeu uma luz vermelha e o alarme do painel começou a apitar. O piloto, provavelmente para não nos deixar mais apavorados, não falou nada. Foram poucos segundos até o helicóptero cair e já não vimos mais nada”.

“Passamos entre dois prédios e, em seguida, caímos, atingindo um pedestre que estava na calçada e que morreu na hora. Nós nascemos de novo”. Ela contou ainda que o piloto conseguiu evitar a colisão da aeronave com prédios residenciais do bairro.

Ela, seu marido Paulo Thiago Alves, 38 anos, e o piloto, que não teve o nome revelado, foram levados para a Santa Casa de Ubatuba. Alves teve rompimento de uma das córneas e foi transferido para o Hospital Regional de Taubaté.

Morte

A aeronave atingiu e matou Alessandro Correia Leite,  42 anos, em frente de sua casa, na rua Rodrigues de Abreu, no bairro Itaguá. O casal Sandra Maria de Almeida, 66 anos e Ademir Neves de Almeida, 62 anos, vizinhos da vítima, conta que tinha acabado de conversar com Alessandro quando a aeronave surgiu.

Ainda abalada com o acidente, ela conta que conhecia a vítima desde pequeno. “Ele veio em frente à minha loja e perguntou se eu não ia abrir. Contou que seu ano foi difícil. Conversamos por cerca de meia hora e fui buscar dois pedaços de torta para ele. Menos de dois segundos eu e meu marido escutamos um barulhão, vimos ele caindo e atingindo o Alessandro. Só tinha ele na rua. Acertou ele de costas”.

O corpo de Alessandro foi enterrado na quarta-feira (2), em Ubatuba. A família disse estar abalada e preferiu não comentar.

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