PM prende em Ilhabela casal acusado de aplicar golpes com cartões clonados

Homem é apontado como maior receptador de iPhone do Brasil

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Dinheiro e cartões encontrados com a dupla (Foto Caio Gomes/Tribuna do Povo)

Por Mara Cirino

A Polícia Militar de Ilhabela prendeu, na noite deste domingo, um suposto empresário que estaria aplicando golpes com o uso de cartões de crédito clonados. Glaukio José Gontijo, 41 anos, é apontado, ainda, como o maior receptador de iPhones do Brasil.

O caso ocorreu na região sul de arquipélago quando os policiais receberam informações de que um casal tentava fazer compras de forma fraudulenta em um estabelecimento do Portinho. Glaukio José Gontijo e sua namorada Tássia Rodriges foram localizados em uma pousada na Praia da Feiticeira.

Com eles, os PMs encontraram 11 cartões de créditos clonados. Um deles estava em nome de um promotor de Justiça de São José do Rio Preto, interior paulista, e teria sido usado para pagar as despesas da pousada.

Ao ser preso, o casal teria confessado o golpe e que teria comprado um lote de cartões em Goiânia (GO) de diversas bandeiras por R$ 1 mil. Com a dupla ainda foram encontrados cheques, passaportes, dólares e cerca de R$ 2 mil em espécie.

Receptação

Em janeiro deste ano, Glaukio José Gontijo foi preso pela Deic em Goiás, acusado de ser o maior receptador de iPhones roubados no país. Ele foi acusado de receptar, modificar e vender mais de 200 aparelhos avaliados em R$ 700 mil.

Na ocasião, o delegado responsável pelo caso, Kleyton Manoel, explicou que a investigação durou seis meses. Eles tinham contato com assaltantes em vários estados do Brasil, negociavam pela internet os aparelhos furtados e roubados e recebiam pelos Correios.

“Eles tiravam a placa-mãe do celular roubado, colocavam o de um novo e revendiam, sem problema do aparelho ser rastreado ou bloqueado. A placa-mãe do celular roubado eles colocavam no outro aparelho, entravam em contato com a assistência técnica da Apple e conseguiam um celular novo. Então, de um celular roubado, eles faziam dois para serem vendidos”, explicou o delegado.

Glaukio José Gontijo é suspeito de ser o líder do crime. O delegado acredita que comercializava celulares não só em Goiânia, mas em todo o Brasil. Glaukio tinha vida de luxo, andava em carros e motos importadas, e ostentava viagens para a praia em redes sociais.

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