Estado confirma confusão no diagnóstico de malária em duas crianças de Ilhabela

Novo exame não identificou que tipo de doença os pacientes tiveram

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Mosquito transmissor da malária não chega a áreas urbanas (Foto: Divulgação)

A confusão nos supostos diagnósticos de dois casos de malária, em uma criança de 4 e outra de 1 ano, em Ilhabela, foi confirmada nesta quarta-feira (28). A equipe de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo refez os testes das mesmas lâminas colhidas dos pacientes e descartou o resultado. A entidade informou ainda que não foi possível identificar que tipo de doença as crianças tiveram.

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O erro teria acontecido no laboratório da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), em São José dos Campos, e a contraprova foi feita no laboratório referência da malária, na cidade de São Paulo. A dúvida em relação ao resultado teria surgido, pois, de acordo com o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado, Marcos Boulos, o mosquito transmissor, vetor do parasita protozoário Plasmodium vivax, só vive na mata, e “seria muito difícil uma criança ficar na mata para ser picada”.

Os funcionários da Sucen devem passar agora por nova qualificação e atualização.

Em relação ao fato das crianças já terem sido medicadas contra a malária, o coordenador explica que o medicamento para a doença funciona como um antiinflamatório, sem grandes efeitos colaterais e “o máximo que pode acontecer é se tiverem algum outro problema de inflamação o remédio fazer efeito”.

Questionado sobre a possibilidade de Ilhabela esconder os casos para evitar baixas no turismo com a chegada da alta temporada de verão, Boulos afirmou que essa possibilidade não existe, pois a Saúde não poderia ser negligente a este ponto.

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