Empresa que tem contrato milionário com Prefeitura é multada por crime ambiental

Egeo Ltda recebeu R$ 47,5 milhões por obras emergenciais de Ilhabela e deve pagar R$ 46 mil por crime no Borrifos

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Vereador pediu explicações por parte da Prefeitura (Foto: CMI/ Divulgação)

A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, efetuou três multas à empresa Egeo Engenharia e Soluções Ambientais Ltda por crime ambiental em um terreno de sua posse no bairro Borrifos. As multas totalizaram R$ 46.610,00, sendo uma para a movimentação de terra e outras duas por corte ilegal de árvores.

A empresa é responsável pelas obras emergenciais na cidade por conta dos estragos causados pelas chuvas do dia 13 de fevereiro e o contrato com o município chega a R$ 47,5 milhões.

Após denúncia, o Departamento de Fiscalização Ambiental encontrou uma retroescavadeira que estava no local abrindo um acesso interno de aproximadamente 8 metros de largura e 60 metros de comprimento, movendo pedras e terra. Além disso, foi também constatado o corte de uma “árvore fruta pão” e uma “árvore nativa jerivá”, com raizes, troncos e folhas. Há um relatório fotográfico sobre o caso que foi enviado juntamente com diversos relatórios à Polícia Ambiental, por meio de ofício.

O vereador Valdir Veríssimo (PPS) fez uso da Tribuna, na última sessão da Câmara Municipal, para questionar a relação da empresa com a Prefeitura e a responsabilidade ambiental da mesma. “O que me chamou atenção, foi que no dia 5 de outubro de 2017, esse terreno foi adquirido pela Egeo, que está na cidade com R$ 47,5 milhões em obras diretamente dos emergenciais. Uma empresa que ganha esse montante e faz uma depredação dessas ao meio ambiente não tem que ficar em Ilhabela”, disparou o vereador

Veríssimo contou ainda que na data da vistoria da fiscalização a máquina que estava operando tinha identificação de outra empresa, a Solovia Engenharia e Construções Ltda. “Mas Solovia é Egeo? Egeo é Solovia? Solovia é JR? É consórcio? É cartel? O que nós temos na nossa cidade?”, questionou.

Diante dos fatos, o vereador está requerendo ao Executivo todas as informações sobre a ação no referido terreno. Os documentos serão encaminhados ao Ministério Público Ambiental. “Não dependo de ninguém e não tenho medo de falar. Só que fechar as passagens públicas não vão fechar não, pode ter certeza disso”, acrescentou.

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