Portuários paralisam atividades após Cia Docas não fechar acordo

Pelo menos 80% dos trabalhadores cruzaram os braços por 24 horas e a queda calculada foi de 50% na produção

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A categoria quer aumento salarial de 5% a a Cia Docas nega (Foto: Divulgação)
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Os trabalhadores portuários cruzaram os braços nesta quarta-feira (9), por 24 horas, por falta de acordo entre a Cia Docas, empresa responsável pela administração do Porto de São Sebastião, que não ofereceu nada de aumento aos trabalhadores. O Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia, nos Terminais Privativos e Retroportuários e na Administração em Geral dos Serviços Portuários do Estado De São Paulo (Sindaport), calcula uma queda de 50% na movimentação. Na próxima segunda-feira a Justiça do Trabalho vai julgar o dissídio da categoria.

Dados do sindicato apontam que dos cerca de 120 funcionários pelo menos 80% cruzaram os braços hoje. O vice-presidente da entidade sindical, João de Almeida Marques, disse que apenas os funcionários que trabalham em áreas de emergência cumpriram escala. “Só foram permitidas a entrada de caminhões carregados de gado a chamada carga viva, para não prejudicar os animais que seriam embarcados”, disse.

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Ainda de acordo com ele, pelo menos 100 caminhões programados para retirar chapas de aço que já estão na área do Porto não entraram, o que  teria provocado uma queda de mais de 50% na movimentação diária.

A categoria reivindica reposição do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), de 3,99% e a correção salarial de 5%. “A empresa não ofereceu nada e isso motivou a paralisação de 24 horas”, disse Marques.

No final da tarde, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Carlos Roberto Husek, agendou para a próxima segunda-feira, às 14h30, em São Paulo, a audiência de instrução e conciliação da categoria para julgamento do dissídio relativo à data base de 1/5/2017. Com isso, as atividades retornam normalmente nesta quinta-feira.

Cia Docas

Em nota, a Companhia Docas de São Sebastião informou que respeita o direito de manifestação dos funcionários pela questão salarial.  “A CDSS  ressalta que todas as operações portuárias estão mantidas e asseguradas. Hoje está ocorrendo o transporte de 12 mil cabeças de gado para Turquia e amanhã (quinta)  está previsto o transporte de sulfato, além da retirada de chapas de aço.

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