Tubarão é resgatado de aquário particular em Ribeirão Preto e vai para Ubatuba

O animal vivia em área de apenas 3 metros há cerca de três anos e meio

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Animal é analisado por funcionário do Aquário (Foto: Divulgação)

A equipe do Aquário de Ubatuba viajou cerca de 1.400 km para realizar um resgate de um Tubarão-Lixa (Ginglymostoma cirratum), que vivia em um aquário doméstico na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A operação durou cerca de 30 horas.

“Trata-se de uma fêmea jovem. Iremos preparar a qualidade da água antes de removê-la para daí então transportá-la em segurança até Ubatuba”, disse a veterinária responsável Veronica Takatsuka.

Durante o transporte foram realizadas diversas paradas para avaliar o estado do animal e as condições de oxigenação da água. “Através da coleta de sangue vai ser possível examinar as condições reais de saúde deste animal”, completou Veronica.

Antes de transportar o tubarão para o caminhão que o levaria até Ubatuba, a equipe comandada pelo biólogo Leandro Santos realizou uma simulação. “Vamos pegar um membro da nossa equipe e simular como se fosse o tubarão, assim ensaiaremos a operação que inclui a remoção do aquário, o transporte do animal na maca até a caixa projetada especialmente para o transporte deste animal”, explicou Leandro.

O diretor do Aquário de Ubatuba e presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo, destacou ser de extrema importância deixar claro que manter um animal silvestre, aquático ou terrestre em cativeiro é uma infração e quem a fizer estará sujeito a responder por processo de crime ambiental. Neste caso específico, segundo ele, não houve denúncia. “O proprietário do animal reconheceu a falha e solicitou ajuda dos órgãos responsáveis”.

Ele teria dito que quando comprou o tubarão, acreditava que era um peixe de outra espécie, pois o bicho tinha 60 centímetros. Porém, ele cresceu e chegou a 1,50 m. A equipe do Aquário pesou o animal na chegada e constatou que o tubarão fêmea pesa cerca de 25 kg.

Apesar de parecer uma situação inusitada, resgates deste tipo são mais comuns do que aparentam, conforme explicações de Gallo. “Já perdemos a conta de quantos resgates realizamos ao longo desses 21 anos de atuação. É muito importante ressaltar que o ambiente doméstico não proporciona os cuidados necessários que os animais silvestres exigem para viver longe de seu habitat natural”, finaliza Gallo.

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