Fábrica de gelo é fechada pela Vigilância Sanitária no Canto do Mar

Foram descartados mais de 1.200 sacos de 5 Kg irregulares
A empresa fica no bairro Canto do Mar (Foto: PMSS/ Divulgação)

Após denúncia anônima, fiscais da Vigilância Sanitária de São Sebastião interditaram a fábrica de gelo Império, que funcionava de maneira irregular no Canto do Mar, Costa Norte do município. Todo o produto encontrado câmara frigorífica, mais de 1200 sacos de cinco quilos, foram inutilizados e as embalagens descartadas, na última quarta-feira (19).

Segundo a Vigilância Sanitária, o estabelecimento funcionava sem alvará e licenças necessárias para funcionamento como, por exemplo, licença para fabricação e distribuição de gelos. A fábrica será autuada, o que irá gerar penalidades de multa de acordo com os agravantes de irregularidades que o estabelecimento apresentou. O local permanecerá interditado enquanto não regularizar sua situação. 

“Quanto à multa o interessado tem um prazo de dez dias para interposição de recurso. Posteriormente será realizada uma nova avaliação das agravantes e atenuantes, para impor a penalidade do valor da multa”, explicou a diretora da Vigilância em Saúde, Fernanda Paluri.

Ainda segundo a diretora, uma equipe da Sabesp foi acionada para conferência da origem da água, que era utilizada para fabricação dos gelos. “Nós acionamos uma equipe da Sabesp, pois quando ligamos a torneira de água o hidrômetro (aparelho com que se mede o consumo de água) não rodou, então houve uma suspeita de que poderia ter outro sistema alternativo de água. A equipe constatou que o hidrômetro estava quebrado. Foi realizada a troca e confirmado que a água realmente era distribuída pela empresa” finalizou.
Todo o gelo acabou indo para o lixo (Foto: PMSS/ Divulgação)

De acordo com a especialista em higiene em inspeção de alimentos da SEMAN, Simone Monteiro, as fábricas de gelo são empresas reguladas pela Vigilância Sanitária porque o gelo é considerado alimento. “O gelo é um alimento, pois as pessoas vão ingerir. Então, não saber de onde vem esta água é um risco para a saúde pública, porque dependendo da água, ela pode veicular doenças. O local não atendia as normas sanitárias necessárias para a realização deste serviço, este é outro fator que traz riscos para a saúde pública”, explicou.

Para proporcionar uma maior segurança para os fiscais, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi convidada a fazer parte da vistoria. A vigilância sanitária alerta que suspeitas de irregularidades podem ser denunciadas diretamente ao setor de forma anônima, através do telefone 3891-3411.

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