Ubatuba inicia aulas de Libras para o Ensino Infantil

Segundo o IBGE, 9,7 milhões de brasileiros são surdos ou têm deficiência auditiva
Inicialmente, 2 salas de aulas já participam do projeto (Foto: PMU/ Divulgação)

A sessão de Educação Especial da secretaria de Educação de Ubatuba iniciou um projeto piloto – e pioneiro - no ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na educação infantil com crianças ouvintes. O projeto é motivado pela necessidade dos alunos com deficiência auditiva em conversar com os outros alunos e visa promover a inclusão e atender à exigência da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Segundo o IBGE, 9,7 milhões de brasileiros são surdos ou têm deficiência auditiva.

As aulas começaram há cerca de 15 dias, inicialmente, sem duas salas de maternal (3 anos) da Emei Helena Maria Mendes Alves, no bairro Ipiranguinha. As aulas acontecem duas vezes por semana no período da manhã e antes do início foi realizada uma reunião com os pais para conscientizá-los sobre o projeto.

A chefe da sessão de Educação especial, Malu Teixeira, comentou que as crianças chegam a ensinar não só os pais, mas também, quando dá um tempinho, correm na sala da coordenação e direção para ensinar as “pros”.

Um dos precursores sobre abordagem do assunto na rede é Charles Prado, intérprete de Libras que atualmente trabalha na EM Olga Gil. Ele aprendeu a usar a linguagem em casa, pois seu irmão é surdo. De acordo com a sessão especial, ele foi um dos primeiros a destacar a dificuldade dos alunos que também apresentam o diagnóstico, pois chegam à escola e precisam ser alfabetizados e, além disso, aprender Libras. Outra questão é que a criança acaba não tendo com quem praticar. Por isso, sempre destacou a necessidade de proporcionar esse tipo de aprendizado.

Técnicas

A professora Tatiana Pinho dos Santos utiliza materiais lúdicos que também desenvolvem a psicomotricidade. Os conteúdos pedagógicos abordados são compatíveis ao aprendizado em uma segunda língua para a referida faixa etária. A ideia é que, em 2019, seja promovido um encontro entre essas crianças e os cinco alunos surdos da rede para que possam manter um diálogo que vai, efetivamente, promover a inclusão.

A boneca surda

Belinha, a boneca surda, fica sentada e os sinais são a maneira que as crianças têm para se comunicar com ela. Antes de começar o projeto, essa foi a maneira de explicar para os pequenos a importância de aprender Libras para se expressar.

Outros jogos, como boliche das emoções e amarelinha das cores e números foram aplicados nas aulas com a mesma finalidade e de acordo com a secretaria de Educação, o resultado é visível, pois muitas crianças já reproduzem os sinais assim que recebem o comando da professora.

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