Justiça decreta prisão de acusado pela morte do arquiteto Lelo em São Sebastião

Kero-Kero é considerado foragido e teria cometido o crime por motivo passional
Kero-Kero é considerado foragido da Justiça (Fotos: Arquivo Pessoal)

A Justiça de São Sebastião decretou, na tarde desta terça-feira (6), a prisão temporária do servidor municipal Robson de Souza, o Kero-Kero. Ele é acusado da morte do arquiteto e ex-policial Wesley Augusto Santana, 39 anos, conhecido por Lelo, há exato um mês. A suspeita da Polícia é de 80% que o crime seja passional e 20% relacionado com dinheiro. 

O pedido foi feito pelo delegado titular do 1º DP de São Sebastião, Vanderlei Pagliarini, que comanda as investigações e que já havia indiciado o suspeito. Equipes de investigadores o procuram desde as 17h, mas ele não foi encontrado nos endereços fornecidos por sua advogada.

De acordo com Pagliarini, desse momento em diante Kero-Kero é considerado foragido da Justiça. “Quem souber do paradeiro dele pode entrar em contato com as polícias Civil e Militar e também com a Guarda Civil”.

O pedido de prisão é por 30 dias e foi feito com base nas investigações. “No dia seguinte ao crime, um domingo, meus investigadores alertaram sobre um possível envolvimento dele”, contou o delegado na ocasião do indiciamento.

Segundo Pagliarini, na primeira vez que foi ouvido, ao verificar o celular do acusado constatou que todos os arquivos do WhatsApp haviam sido deletados no dia do crime, inclusive com a reinstalação do aplicativo. 

O aparelho foi encaminhado para peritos da Polícia Federal que recuperaram os arquivos deletados e, de acordo com o delegado, neles constam provas do envolvimento do suspeito com alguém. 

Conforme o delegado, as suspeitas sobre o servidor público decorrem de uma série de fatores, como imagens de câmeras do Centro de Operações Integradas (COI) e das imediações do crime, no bairro Varadouro, região central de São Sebastião. 

Segundo Pagliarini, é possível ver o carro do indiciado nas proximidades da casa da vítima por volta das 22h20 da noite anterior ao crime e saindo às 2h35. Há também imagens do vulto de uma pessoa em um barranco no terreno vizinho à casa da vítima entre 2h25 e 2h35 e o carro deixando o local na contramão.

Também chama a atenção que a cachorra da vítima, embora doente, não deixava nenhum estranho chegar na casa, e nesta data, ela teria se comportado normalmente, não dando sinal de alerta.


Hoje faz um mês que Lelo foi morto com requintes de crueldade (Foto: Divulgação)
No dia do crime, os celulares de Lelo e de sua esposa foram levados pelo assassino, assim como a arma da vítima que por ser ex-policial tinha direito ao porte. “Já encaminhei pedido de quebra do sigilo de dez linhas telefônicas para dar continuidade no processo e aguardamos a entrega pelas empresas de telefonia”. 

A vítima estaria dormindo no andar de baixo da casa quando foi atacada com requintes de crueldade, sendo esganada e levando pancadas na cabeça. A esposa se encontrava no andar superior e teria contado a polícia que ouviu barulhos e, com medo por conta das duas filhas pequenas, chamou um vizinho que ao chegar já encontrou Lelo sem vida. Ela foi ouvida na semana passada.

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