Servidor municipal é indiciado por morte de arquiteto em São Sebastião

Delegado aponta crime passional e dinheiro como motivos
Lelo foi morto quando estava dormindo (Foto: Arquivo Pessoal)

Um servidor municipal da Prefeitura de São Sebastião foi indiciado pela Polícia Civil como autor do assassinato do arquiteto e ex-policial Wesley Augusto Santana, 39 anos, conhecido por Lelo, na madrugada do último dia 6 de outubro. A vítima foi morta como requintes de crueldade. 

O suspeito, R.S., conhecido por Kero-Kero, era amigo da vítima e a polícia trabalha com a hipótese de 80% como sendo crime passional e outros 20% ligados a dinheiro. O delegado titular do 1 º DP, responsável pelo caso, Vanderlei Pagliarini, ouviu o indiciado esta semana, mas ele não quis falar nada. 

“No dia seguinte ao crime, um domingo, meus investigadores alertaram sobre um possível envolvimento dele. Dei ordem para sua localização e ele foi achado no dia seguinte e acompanhou os policiais até a delegacia, onde negou o envolvimento com o crime”, conta.

Na ocasião, ele disse que pediu para ver o celular de Kero-Kero e foi autorizado. “Verifiquei que todos os arquivos do WhatsApp haviam sido deletados no dia do crime, inclusive houve reinstalação do aplicativo”.

Diante desse fato, o delegado enviou o celular para peritos da Polícia Federal que recuperaram os arquivos deletados e, de acordo com Pagliarini, neles constam prova do envolvimento dele com alguém. 

As suspeitas sobre o servidor público decorrem de uma série de fatores, conforme o delegado, como imagens de câmeras do Centro de Operações Integradas (COI) e das imediações do crime, no bairro Varadouro, região central de São Sebastião.  

Segundo ele, é possível ver o carro do indiciado nas proximidades da casa da vítima por volta das 22h20 da noite anterior ao crime e saindo às 2h35. Há também imagens do vulto de uma pessoa em um barranco no terreno vizinho à casa da vítima entre 2h25 e 2h35 e o carro deixando o local na contramão.

Outro fato que chama a atenção é que a cachorra da vítima, embora doente, não deixava nenhum estranho chegar na casa, e nesta data, ela teria se comportado normalmente, não dando sinal de alerta.

Na ocasião do homicídio, os celulares de Lelo e de sua esposa teriam sido levados pelo assassino, assim como a arma da vítima que por ser ex-policial tinha direito ao porte. “Já encaminhei pedido de quebra do sigilo de dez linhas telefônicas para dar continuidade no processo”. 

A vítima estaria dormindo no andar de baixo da casa quando foi atacada com requintes de crueldade, sendo esganada e levando pancadas na cabeça. A esposa se encontrava no andar superior e teria contato a polícia que ouviu barulhos e, com medo por conta das duas filhas pequenas, chamou um vizinho que ao chegar já encontrou Lelo sem vida.

O suspeito não foi preso, conforme o delegado, por estar colaborando com as investigações.  

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