Macaco sagui morto é encontrado na região norte de Ilhabela

Resultado das amostras encaminhadas ao Instituto Adolpho Lutz devem sair em 15 dias
Animal morto foi encaminhado para análise (Foto: Alessandra dos Santos)

Um macaco da espécie sagui foi encontrado morto na manhã na noite de quarta-feira (13), na Armação, região norte de Ilhabela. O primata foi localizado por uma moradora do bairro encaminhado para o Centro de Referência Animal, no bairro da Barra Velha, para coleta de amostras a serem encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Os resultados devem ficar prontos em 15 dias.

O sagui não faz parte da fauna natural do arquipélago, mas é encontrado em suas matas devido à introdução da espécie por humanos. Assim como o Bugio, o animal também é hospedeiro de doenças como Febre Amarela, Raiva, Dengue, entre outras. Vale ressaltar que o macaco não transmite a doença e é um aliado na identificação do vírus.

“A morte ainda é suspeita, mas pedimos à população – que ainda não se vacinou contra a Febre Amarela –, procurar uma unidade de saúde para receber a vacina”, declarou o prefeito Márcio Tenório.

Vacinação

Os dados da campanha contra a Febre Amarela foram atualizados nesta quinta-feira (14), e conta com 86,8% de cobertura; a meta é 100%, cerca de 26 mil pessoas, excluindo os grupos que não podem receber a vacina. Desde janeiro, a Prefeitura realiza ações para atingir a meta vacinal, com disponibilização da dose em todas as Unidades Básicas de Saúde; campanhas especiais em locais de grande movimentação como escolas, supermercados, comunidades tradicionais caiçaras e eventos.

A campanha tem o objetivo de prevenção, já que no arquipélago ainda não foram registrados casos reais ou suspeitos da doença. O vírus já está presente em duas cidades do Litoral Norte, com óbito humano confirmado em Ubatuba; há também mortes confirmadas de primatas.

 Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril, causada por um vírus transmitido pela picada dos mosquitos contaminados com a doença, em sua forma silvestre, pelo Haemagogus e Sabethes. A doença é de alta gravidade e tem potencial de disseminação em áreas urbanas. No Brasil não há casos registrados de Febre Amarela Urbana desde 1942. “Os casos mais graves da doença podem levar o infectado a óbito, pois age rapidamente no organismo, sendo maior a probabilidade de morte pelo vírus, que por reação à vacina”, disse o secretário adjunto da Saúde, Gustavo Barboni. 

Quem tiver dúvida sobre a necessidade de tomar a vacina ou não, deve procurar as Unidades de Saúde para receber as instruções ou procurar a equipe da Vigilância Epidemiológica, na Secretaria de Saúde, que está capacitada para saná-las.

A vacina não é recomendada para mulheres que amamentam bebês menores de seis meses, crianças menores de nove meses, gestantes, pessoas com câncer, em quimioterapia, radioterapia ou transplantados, pacientes utilizando corticoide, com baixa imunidade ou com alergia grave a ovo.

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