Caminhoneiros de Caraguá protestam contra preços do diesel e pedágio

Carreata mobilizou pelo menos 80 motoristas pelas principais vias da cidade, na noite desta terça-feira (22)
Motoristas querem redução de pedágio e combustível (Foto: Nova Imprensa)

Pelo menos 80 caminhoneiros participaram na noite desta terça-feira (22) de uma carreata em avenidas e rodovias de Caraguatatuba como forma de protesto pelos constantes aumentos do preço do diesel, que chega aos R$ 4,10. A categoria também contesta o valor dos pedágios rodoviários e alega que 80% do valor de um frete se transformam em despesas. 

“Não tem mais condições, estou parado desde quinta-feira (17) porque o frete não compensa e colocar o caminhão na rodovia é despesa certa”, conta Carlos Eduardo da Silva, o Mortadela, 44 anos, sendo 25 em uma boleia de caminhão.

Jorge Balbino, 39 anos, faz as contas em relação ao pedágio, cobrado nos dois sentidos na rodovia dos Tamoios (SP-99). “Uma ida a Taubaté não sai por menos de R$ 150 só de pedágio. Não entendo porque não pode ser como na Imigrantes que paga de um lado só. Fora a cobrança por eixo de caminhão vazio onde o pneu nem rela na pista”.

Participantes dos manifestos iniciados no último domingo (20), Fernando Correia Pires, 30 anos, ressaltou que este é um movimento dos caminhoneiros autônomos, sem participação de sindicatos ou políticos e que a luta é por melhorias para a categoria que vem sofrendo com os constantes aumentos.
Há 10 anos ele trabalha como caminhoneiro e conta que pelo menos 80% do que recebe de frete é para pagar despesas. “A situação nunca esteve tão ruim como agora”, reclama.

Proprietário de uma transportadora, Lídio Tavares, 36 anos, conta que está difícil manter até funcionários porque tudo sai por conta da empresa. “Se continuar desse jeito muitas empresas terão de fechar as portas”.

A proprietária do posto de gasolina Joti, Alessandra Souza, a Keiko, disse que apoia o movimento porque são os caminhoneiros que movem o País. “Principalmente nosso Litoral Norte, Grande São Paulo onde toda mercadoria é transportada pelas rodovias. Combustível, alimentos, carne, leite, hortifrutigranjeiro, tudo são eles que transportam e trazem para a nossa região”, diz a empresária. Na sua avaliação, os caminhoneiros são os mais desfavorecidos porque a correção do preço do diesel tem sido com base no dólar, que tem subido diariamente, diferente do que ocorre com o valor do frete.

Nesses dias de movimento, todos os caminhoneiros fizeram questão de agradecer aos amigos, Secretaria de Trânsito de Caraguatatuba e aos proprietários do posto Joti, localizado no trecho urbano da Tamoios.

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