Pescadores da Enseada cobram apoio para recuperação de rancho incendiado

No final de março de 2017 toda a estrutura foi queimada de forma criminosa

Rancho foi tomado pelas chamas (Fotos: Arquivo)

A comunidade pesqueira da Praia da Enseada, na Costa Norte de São Sebastião, pede ajuda para conseguir recuperar o racho que foi totalmente incendiado no dia 26 de março de 2017. São 16 pescadores que dependem da pesca e do espaço e hoje chegam a passar necessidade. 

Eles cobram um posicionamento da Prefeitura que teria ficado de ajudar tanto no conserto ou construção de um novo rancho como de forma social as famílias que muitas vezes não têm mais o que comer.

O pescador Claudinei Oliveira Costa, o Leo, 47 anos, conta que a situação é complicada porque a comunidade perdeu tudo que tinha no racho. Foram queimados sete barcos, três canoas, seis freezers lotados de peixe, quatro motores de popa, além de apetrechos de pesca. 

O Rancho de Pesca foi construído em 1993 após solicitações da líder pesqueira Jandira Peixoto de Oliveira, e havia acabado de ser reformado por meio de convênio com a Petrobras, por conta da base de gás, no início da década, mas não tinha seguro. 

A obra havia custado cerca de R$ 150 mil e um guincho doado pela empresa, avaliado em R$ 15 mil, também foi perdido. “O meu prejuízo foi que quase R$ 15 mil”, lamenta o pescador Leo.

A líder da comunidade pesqueira Jandira Oliveira contou, na ocasião, que só ela havia perdido duas canoas, um barco, mais de 50 metros de corda.

De acordo com os usuários do rancho, logo após o após o incêndio eles chegaram a falar com o prefeito Felipe Augusto “que prometeu a rápida reconstrução do rancho para que pudessem voltar a trabalhar com dignidade, mas, infelizmente, nada foi feito”, disseram.

Ainda conforme as famílias, elas foram procurar a Assistência Social, mas não teriam recebido a atenção necessária. “Pedimos cestas básicas porque algumas famílias não tinham o que comer e nos negaram. Depois de alguns dias a ‘assistente social’ veio com sacos de lixo com o logo da Ecopav, empresa coletora de lixo da cidade, com algumas coisas que ela dizia ser quatro cestas básicas. Foi só o que recebemos da prefeitura”, contaram os pescadores.

Hoje, Leo conta que depende da esposa, que está desempregado e ainda precisa pagar aluguel. Situação vivida por outros pescadores que não tinham renda fixa, mas conseguiam se sustentar com a pesca. “Temos como provar que vivíamos do pescado”, afirmam.

Licitação
A Prefeitura de São Sebastião informou, por meio da Assessoria de Comunicação, que há um projeto para a reforma de ranchos pesqueiros, e que ele se encontra em fase de licitação. A data para a conclusão não foi dada, assim como a parte assistencial voltada às famílias. 

O incêndio
O fogo começou na tarde de domingo (26/3) e destruiu todo o Rancho de Pesca. Um homem embriagado foi visto ateado fogo, mas segundo os pescadores, nada foi feito até o momento.

Por se tratar de uma construção construída em madeira e material rústico, ela foi totalmente destruída. Os bombeiros levaram em torno de 40 minutos para apagar o fogo que atingiu uma área de cerca de 150 metros quadrados.














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