Operação resgata baleia de 12 metros morta no canal de São Sebastião

O animal estava morto há cerca de cinco dias e deve ser enterrado nesta quinta-feira (23)
A baleia Bryde foi avistada na Praia Grande (Foto: Celso Moraes/ PMSS)

Uma baleia da espécie Bryde de aproximadamente 12 metros foi encontrada morta no final da tarde desta quarta-feira (22) à deriva no canal entre São Sebastião e Ilhabela. A Defesa Civil de São Sebastião, em parceria com o Instituto Argonauta e a Defesa Civil de Ilhabela, realizou uma operação para remover o animal.

De acordo com técnicos do Instituto Argonauta, um pescador de Ilhabela avistou o mamífero se aproximando pelo sul da ilha e fez a denúncia ao órgão. Equipes da Defesa Civil foram acionadas e mobilizaram uma embarcação para o resgate da carcaça do animal que iria possivelmente encalhar na faixa de areia, o que dificultaria a remoção posterior.
O animal deve ser enterrado nesta quinta-feira (Foto: Celso Moraes/ PMSS)

Durante três horas e com o apoio da Defesa Civil de Ilhabela, a Bryde foi rebocada até a Praia Grande, na região central de São Sebastião e amarrada a uma poita para ser enterrada pela Municipalidade. A previsão é que nesta quinta-feira (23) seja preparada toda a logística para que a baleia seja enterrada, contudo, ainda sem horário definido para a operação. 

Devido as más condições climáticas, como chuva intensa no canal, ventos fortes e maré agitada, não foi possível o reboque para mar aberto. Foi levado em consideração também o estado de decomposição do animal, que em uma primeira avaliação dos biólogos aparentava estar morta há quatro ou cinco dias.

“Realizaremos ainda um estudo para avaliar a causa da morte e precisar a idade e o tamanho dela. O que podemos dizer neste primeiro contato é que se trata de uma baleia de idade juvenil, de 10 a 12 metros de comprimento e que provavelmente esteja morta há quatro ou cinco dias”, afirmou o biólogo, Manuel Albaladejo.

Durante o reboque do animal, o inchaço da carcaça foi se intensificando e por três vezes os cabos que a puxavam estouraram. “É um transporte delicado, teve que ser feito vagarosamente já que a maré estava forte e não podíamos permitir que ela fosse arrastada para a rota das balsas”, explicou o coordenador da Defesa Civil de São Sebastião, Ricardo dos Santos.



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