Pesquisa registra mais de mil mortes de tartarugas marinhas no Litoral Norte

Levantamento do Instituto Argonauta aponta 300 mortes apenas em 2017 por ingestão de lixo 
Em 2017 foram registradas 300 mortes de tartarugas no Litoral Norte (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Argonauta mostra que quase mil tartarugas foram encontradas mortas por ingestão de lixo, em 2016, no Litoral Norte. Em 2017, já foram registradas cerca de 300 mortes na região.

O último caso que se tem notícia é de uma tartaruga capturada morta em uma praia de Caraguatatuba, por ter ingerido uma grande quantidade de pedaços de bexiga.

“Provavelmente, essa tartaruga se alimentou da bexiga por confundi-la com a água-viva, que é seu alimento natural. O plástico, infelizmente, é também outro tipo de material muito comum nos oceanos e que deixa as tartarugas igualmente confusas, e por isso é uma das principais causas de morte entre elas”, explica o Biólogo João Alberto Paschoa do Santos, membro do Conselho Regional de Biologia (CRBio).

Por ano, estima-se que até 8 milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo. “Se levarmos em conta que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, o homem está causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, alerta o biólogo.

Mas, além do plástico, outros tipos de lixo também oferecem riscos à vida nos oceanos. Confira abaixo os principais vilões do mar e o tempo de decomposição de cada um deles.

- Papel: de 3 a 6 meses
- Tecido: de 6 meses a 1 ano
- Filtro de cigarro: mais de 5 anos
- Madeira pintada: mais de 13 anos
- Nylon (linha de pesca, por exemplo): mais de 20 anos
- Alumínio (lata de refrigerante, por exemplo): mais de 200 anos
- Plástico (garrafas pet, por exemplo): mais de 400 anos
- Vidro (vasilhames, por exemplo): mais de 1000 anos
- Borracha (pneus, por exemplo): tempo indeterminado

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