Caraguá relembra 50 anos da catástrofe de 67 e homenageia heróis

A homenagem inclui exposição de fotos históricas, missa e solenidade
A tragédia pode ter vitimado até 4 mil moradores (Foto: Divulgação)

A catástrofe que assolou a cidade de Caraguatatuba em 1967 completa 50 anos no dia 18 de março e, para relembrar a data e homenagear os envolvidos, o município prepara diversas ações, como missa, exposição de fotos e solenidade.

Na sexta-feira (17/3), a Prefeitura e a Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (Fundacc) realizam, às 19h, no Macc (Museu de Arte e Cultura), uma solenidade para lembrar a data. Heróis, sobreviventes e instituições que ajudaram no socorro às vítimas serão agraciados com a “Comenda Thomaz Camanis Filho”. Entre os que serão homenageados estão médicos como Keiiti Nakamura e José Bourabeby, ex-prefeitos como Geraldo Nogueira da Silva (Boneca) que era o administrador na época, e Sidney Trombini, moradores anônimos como Vera Lúcia Rodrigues, Ivan Micheletto Rossi, Benedita Pinto Correia, além de instituições como Defesa Civil do Estado, Casa de Saúde Stella Maris, Cúria Diocesana e Delegacia da Capitania dos Portos.

Ainda na sexta-feira será aberta a exposição de fotos com imagens que ficaram registradas para sempre na memória de quem vivenciou essa tragédia e hoje servem de arquivo.

Dentro das lembranças ao Cinquentenário, no sábado (18/3), às 10h, a Diocese de Caraguatatuba fará uma celebração em memória às vítimas da catástrofe de 67, na Capela da Casa de Saúde Stella Maris.

A Santa Missa será celebrada pelo bispo diocesano, Dom José Carlos Chacorowski, e contará com homenagens ao médico Keith Nakamura que atuou no socorro às vítimas sobreviventes. Também será homenageada a irmã Maria Neusa Sudário dos Santos, da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, superiora na Santa Casa de Misericórdia em Caraguatatuba. O hospital foi essencial para as pessoas que sobreviveram à fatalidade. 

História

A hecatombe dizimou, oficialmente, 436 pessoas, mas entre
3 mil e 4 mil moradores extraoficialmente. “Mais de 400 casas desapareceram com a lama e árvores que foram arrastadas pelas inundações depois que a serra desceu”, lembra o diretor do Macc, Alexander Panaiologos.

Depois da tromba d’água, somente uma parte da população permaneceu na cidade, apostando em sua reconstrução. Um dos fatos que demonstram a gravidade da tragédia foi que em função do episódio se criou a Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Thomaz Camanis Filho

Thomaz Camanis Filho fez a comunicação (S.O.S) sobre a tragédia que ocorria na cidade, auxiliado pelo delegado da época, Dr.Celestino Joaquim, e seu auxiliar David Salamene. O pedido de socorro foi captado por uma embarcação que avisou a Delegacia dos Portos em Santos e repicou a informação para Taubaté. De lá, o pedido de ajuda chegou até o Palácio do Governo, onde o então governador Abreu Sodré enviou ajuda.

Serviço

Solenidade Cinquentenário da Catástrofe de 1967
Data - sexta-feira (17/3)
Horário: 19h
Local: Macc – Museu de Arte e Cultural de Caraguatatuba
Endereço: Praça Candido Mota. 72, Centro
Informações: (12) 3883.9980/ 3897.5660

Missa Solene
Data: sábado (18/3), 10h
Local: Capela da Casa de Saúde Stella Maris

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