Polícia Ambiental flagra comércio ilegal de tartaruga aquática nas redes sociais

Acusada teria feito anúncio de venda dos animais em página do Facebook
Policiais localizaram o local da venda (Fotos: Divulgação/PA)

Por Mara Cirino

O anúncio da venda de duas tartarugas aquáticas acabou se tornando caso policial. Na última segunda-feira, policiais ambientais foram à rua residência localizada no bairro Jaraguá, em São Sebastião, onde recuperaram os animais que eram comercializados via redes sociais.

Policiais do Serviço de Inteligência do 3 º Pelotão da Polícia Ambiental teriam visto o anúncio no Facebook (veja imagem) onde era colocado que os animais eram de água doce, dóceis e custavam R$ 200 cada. 

Diante dessa informação, a equipe do tenente Anderson Pelegrine, comandante do 3º Pelotão da Polícia Ambiental, foi ao local e constatou o comércio da Tartaruga de Cabeça Vermelha (Trachemys scripta elegans), considerada exótica no Brasil. “Elas ainda foram encontradas mal acondicionadas em um balde d'água com pedras”, disse o comandante.


Segundo ele, essa espécie é originária do vale do Rio Mississipi, nos Estados Unidos, de onde são exportados milhões de animais por ano e é a tartaruga de estimação mais popular no mundo. Essa espécie tem uma mancha vermelha atrás dos olhos, e o ventre apresenta ocelos pretos. O macho tem unhas extremamente longas e cauda maior em relação ao tamanho da cauda das fêmeas. A espécie brasileira tem um verde mais claro e não tem a mancha vermelha atrás da cabeça.

No Brasil, as tartarugas americanas eram vendidas legalmente em lojas durante a década de 90. Hoje, a importação está suspensa pelo Ibama e para mantê-la é preciso autorização técnica do órgão ambiental. “Por ser de outra região, se for abandonada causa desequilíbrio no ecossistema e na cadeia alimentar”, alertou o tenente Pelegrine.

Diante do flagrante, foi feito boletim de ocorrência e auto de infração ambiental no valor de R$ 4 mil. A Lei 9605/98, em seu artigo 31 define que introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente incorre em pena de detenção de três meses a um ano, além do pagamento de multa.

Após a apreensão dos animais, eles foram levados para o Centro de Triagem da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos.

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