Ilhabela aplica inseticida em cachoeiras para controle de borrachudo

A bactéria utilizada libera toxinas quando a larva do mosquito a consome; 370 cachoeiras devem ser imunizadas na cidade
A aplicação do produto deve ser feita em 370 cachoeiras (Foto: Divulgação)

As cachoeiras do Siriúba, Curral, Veloso, Cambaraú, São Pedro e Taubaté, em Ilhabela, receberam nesta segunda-feira (16/1) a aplicação do larvicida biológico BTI para controle dos borrachudos. De acordo com a prefeitura da cidade, o produto é ministrado de 15 em 15 dias e deve atingir 370 cachoeiras. As próximas sessões serão feitas nas nascentes do Borrifos, Laje, Armação, Ponta das Canas, Pacuíba e Jabaquara.

O produto utiliza uma bactéria para matar as larvas do mosquito, que se reproduz em águas correntes. O princípio ativo é inofensivo para humanos, mas libera toxinas que causam paralisia e morte da larva do borrachudo quando ela tenta se alimentar da bactéria.

A fórmula criada no Brasil foi registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 e pode ser aplicada em caixas d'água, piscinas, ralos, vasos de plantas e em qualquer ambiente doméstico, incluindo reservatórios de água potável. A compra só pode ser feita, no entanto, por governos ou empresas especializadas, e não pelo consumidor comum.

Segundo a prefeitura, o trabalho é feito nesta época do ano, pois precisa atingir o período larval para dar resultados, já que o BTI não mata o mosquito adulto. A secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária tem 18 agentes que trabalham na ação para atingir cerca de 3 mil pontos de aplicação. 

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