Servidores de São Sebastião pedem investigação sobre ‘cabides de emprego’

Trabalhadores pediram também a apuração de 'funcionários fantasmas' aos vereadores 
Sessão da Câmara é marcada por protestos em SS (Foto: Divulgação)

A última sessão de Câmara em São Sebastião foi marcada por protestos dos funcionários públicos. Os servidores públicos pararam a plenária e decidiram não cessar os protestos até que se tenha um posicionamento efetivo dos vereadores e que o prefeito Ernane Primazzi (PSC) conceda a reposição salarial da categoria. Além disso, os manifestantes pediram que a Câmara instaurasse uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que precisa de ao menos quatro vereadores, para a apuração da folha de pagamento.
  
“Queremos saber quantos comissionados são nesse ‘cabide de empregos’ e quantos ‘funcionários fantasmas’ existem e que podem ser cortados já que falam que não tem dinheiro para repor o salário do servidor”, disse o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (Sindserv), Ivan Moreira Silva.

“Além da CEI, que sabemos que é um processo demorado, precisamos de algo efetivo agora, como a proposta do vereador Gleivison de ‘trancar a pauta’. A ideia de barrar os projetos do executivo é ótima, lembrando que a Casa é composta por um terço de servidores municipais”, reivindica a presidente do Sindserv, Audrei Guatura.

Devido às manifestações, a sessão foi interrompida e a Cãmra foi fechada. Em seguida, os vereadores Jair Pires, Reinaldinho, Neto e Gleivison, foram para a rua lateral da Câmara e se juntaram aos servidores durante a assembleia.

Requerimento

Na sessão da Câmara, foi apresentado o requerimento 204/2016 do vereador professor Gleivison Gaspar (PMDB) em apoio à categoria: “Diante das negativas sistemáticas, requer ao executivo a reavaliação do orçamento municipal visando à efetivação do reajuste aos servidores públicos”.

O vereador Jair Pires (PRP) também demonstrou apoio aos servidores e pediu ao presidente da Câmara, Luiz Antônio de Santana Barroso “Coringa” (PSD), que forme uma equipe junto ao corpo técnico da Casa de Leis para analisar as contas. Após aprovação do pedido, “Coringa” justifica: “Eu tenho me empenhado. A Câmara não pode dar o reajuste, pois são poderes independentes, mas espero realmente que saia o dinheiro”.

Já o vereador Reinaldo Alves Moreira Filho “Reinaldinho” (PSDB), citou o requerimento que fez questionando a entrada de mais de R$ 11 milhões “que ninguém sabia de onde era aquela receita e era proveniente da questão da Petrobras e existia um acordo do qual eu participei entre o prefeito e o funcionalismo de que qualquer dinheiro da Petrobras serviria para repassar aos servidores”.

O vereador Onofre Neto ainda frisou que estão para serem liberados mais aproximadamente R$ 15 milhões do IPTU da Petrobras depositados em Juízo e que pode ser difícil a prefeitura conceder o total de reposição exigido, mas algo poderia ser oferecido dentro dos recursos disponíveis.


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