Maracatu e Capoeira celebram abolição da escravatura em São Sebastião

Apresentações começam às 20h desta sexta-feira (13) , na Rua da Praia
Maracatu Odé da Mata é uma das atrações desta sexta (Foto: Divukgação)

O dia 13 de maio marca a data em que, no ano de 1888, a princesa Isabel de Bragança assinou a Lei Áurea e aboliu a escravidão no Brasil. E, para comemorar a data histórica, os grupos Maracatu Odé da Mata e Capoeira Raiz Negra farão uma apresentação especial em São Sebastião.

O evento acontece na Rua da Praia, Centro, a partir das 20h, e apresentará ao público um pouco da tradição praticada pelos negros e trazidas para o país, e que hoje fazem parte da cultura nacional e são bastante conhecidas: o maracatu, a roda de capoeira e o samba de roda.

De acordo com o assessor cultural e mestre de capoeira Noel José do Nascimento  -  assessor cultural das Oficinas Culturais da Fundação Educacional e Cultural Deodato Santana – Fundass/Sectur -,  a roda especial deste 13 de maio irá homenagear os povos abolicionistas que lutaram pela libertação dos escravos no Brasil. “A Escola de Capoeira Angola Raiz Negra de São Sebastião tem a honra de realizar uma homenagem a todos os negros que derramaram seu sangue no período cruel da escravidão”, disse.

Segundo o também assessor cultural Rafael Marotti, durante o período escravocrata em São Sebastião o sítio Arqueológico, no bairro São Francisco serviu por muitos anos para o comércio clandestino de negros. “O Sítio Arqueológico nos dá uma clara ideia do que ocorreu de fato após este ato, afinal o lugar serviu de base para manter um comércio clandestino de escravos que perdurou por muitos anos. Ali os escravos passavam um período para se recuperar da travessia África/Brasil e depois subiam a serra por um caminho chamado de rota Padre Dória para serem leiloados em Mogi das Cruzes e nas demais cidades do Vale do Paraíba”, lembrou.

Ainda segundo Marotti é importante não deixar morrer as tradições trazidas pelos negros, como é o caso, por exemplo, da dança. “A apresentação do Maracatu Odé da Mata prestará sua homenagem a estes povos ‘nossos ancestrais’ que desembarcaram nestas terras e deixaram grandes ensinamentos, tendo sido eles ocultados pela intolerância e o preconceito de um povo que nega ou desconhece a sua própria história,” conta “Durante nossa apresentação faremos uma tocada como símbolo de resistência para dar continuidade no processo de abolição, pela luta é por uma liberdade cultural e intelectual”, concluiu Marotti.
Compartilhe no Google+
    Comente com o Blogger
    Comente com o Facebook

0 comentários:

Postar um comentário