Mostra de fotografia vai homenagear o Dia do Caiçara em São Sebastião

A exposição foi elaborada por Edivaldo Nascimento e começa nesta terça-feira (15), na Secretaria de Cultura e Turismo
Tradição caiçara é tema da mostra em SS (Foto: Nova Imprensa)

O Dia do Caiçara é comemorado no Brasil no dia 15 de março e para homenagear a tradição da cultura de São Sebastião, a cidade organiza uma exposição com 25 fotografias especiais, escolhidas pelo, também caiçara, Edivaldo Nascimento. O artista também é historiador e abre a mostra na noite desta terça-feira (15), na Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), a partir das 20h.

As fotografias escolhidas registram filhos da cidade São Sebastião em imagens que vão da década de 50 até o início deste século, algumas delas de autoria de Edivaldo Nascimento, outras coletadas por ele entre sebastianenses mais antigos. “Os caiçaras retratados nestas imagens de alguma forma contam um pouco da essência deste povo, costumes e cultura. Algumas pessoas são populares, conhecidas na cidade, já outras, anônimas, mas todas são personagens que fazem parte importante da história deste lugar”, contou Nascimento.

Segundo os organizadores, a exposição promete uma viagem por retratos que têm como objetivo mostrar uma visão histórica aos visitantes e moradores e promover a perpetuação dessa memória através das gerações.

O Caiçara

O termo ‘caiçara’ designa o praiano habitante tradicional do litoral, sobretudo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Na definição deste termo em alguns dicionários apresentam caiçara como o “matuto praiano, geralmente pescador”, o “habitante do litoral, que vive de modo rústico, especialmente da pesca ou de atividade próxima”, o “natural ou habitante de localidade litorânea; praiano”, ou ainda “habitante do litoral fluminense, paulista e paranaense que vive especialmente da pesca”.

A palavra caiçara tem origem Tupi, língua em que originalmente significava o tipo de cerca ou paliçada construído por esses habitantes. Escreve-se naturalmente com “ç”, e não caissara, mesmo motivo pelo qual o palmito é juçara, e não jussara, isto é, por uma convenção ortográfica em que sempre o ‘cê-cedilha’, e nunca os dois ‘esses’ é usado em palavras portuguesas de origem Tupi.

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