Casas do Residencial Jetuba são entregues sem presença de autoridades

Cerimônia foi agendada após adiamentos e pressão dos futuros mutuários
Centenas de mutuários esperam a chave das casas (Fotos: Acácio Gomes/NI)

Por Acácio Gomes e Mara Cirino

Após pressão nos últimos dias e dois adiamentos, a Caixa Econômica Federal (CEF) realizou na tarde deste sábado (8) a entrega das 500 unidades habitacionais do Residencial Jetuba “Sylvio Luis dos Santos”, na região norte de Caraguá. Centenas de contemplados fizeram fila na portaria para receber suas chaves. Alguns deles esperaram mais de três horas sob o sol de quase 35 graus para receber a autorização de entrada no seu imóvel.

Porém, o que mais chamou a atenção foi a ausência de autoridades municipais, estaduais e federais. Além disso, nenhum representante da CEF foi designado para atender a imprensa presente no local e explicar os reais motivos dos adiamentos para a entrega das chaves.

Valdenira, de preto,  sonhava cm casa desde 2009
Por outro lado, os contemplados mostravam ansiedade para entrar em seus novos lares. Este é o caso de Valdenira Lemes dos Santos, 51 anos. Ela morava no bairro do Tinga, na região central e aguardava por uma casa popular desde 2009.

“Estava muito ansiosa por este momento. É muito bom deixar de pagar aluguel e agora entrar num lugar que será nosso”, disse ela que é portadora de necessidades especiais e vai morar na primeira quadra do conjunto.

Já dona Maria de Lourdes, 64 anos, disse esperar por oito anos para ter sua casa. “Morava no Rio do Ouro com parentes e graças a Deus posso morar em um lugar que será meu e já marquei minha mudança para este domingo”. Porém, a mutuária também reclamou sobre os constantes adiamentos de entrega. “Tenho problema de saúde e sem saber o que ia acontecer quase tive um infarto, mas agora estou aqui”.

Dalva está feliz por não pagar mais aluguel
Dona Dalva Pereira, 55 anos, ex-moradora do Massaguaçu, bairro nas proximidades, fez questão de frisar o quanto é importante deixar de pagar aluguel. “Tinha que separar R$ 600 por mês por uma coisa que não era minha. Agora tenho minha casa e estou muito feliz”.

A reportagem percorreu todo o residencial e observou que algumas unidades não estão totalmente completas de infraestrutura como, por exemplo, na casa dos portadores de necessidades especiais, que ainda faltam barras nos banheiros. Já nas últimas quadras, outras casas não possuem registro de água.

Funcionários da CEF informaram, extraoficialmente, que os ajustes serão feitos durante a próxima semana e que as unidades que não têm registro são de moradores que vão se mudar somente depois do dia 15 de agosto e que a Sabesp fará as conexões.

As famílias beneficiadas contam com casas geminadas (dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço), com 47,93 m², construídas em lotes de 123 m² e com toda infraestrutura de pavimentação e área de lazer. São 15 imóveis reservados para pessoas com deficiência. Foram investidos aproximadamente R$ 45 milhões, sendo R$ 35 milhões do Governo Federal e outros R$ 10 milhões do Governo do Estado de São Paulo.




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