Navio-Patrulha da Marinha fica aberto para visitação no Porto de São Sebastião

Atividade faz parte das comemorações da Data Magna da Marinha do Brasil
Navio-Patrulha (Foto: Divulgação)
Por Mara Cirino

Como parte das comemorações aos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Marinha, o Navio-Patrulha Gurupá (P 46) estará aberto à visitação pública no Porto de São Sebastião, com entrada franca, no sábado (13) e domingo (14), das 14h às 17h. A entrada é gratuita, mas os menores de 16 anos devem estar acompanhados dos responsáveis.

O Navio-Patrulha é da Classe Grajaú e foi lançado em 1995 e tem cerca de 200 toneladas. Ele possui como armamento, um  1 canhão Bofors L/70 de 40 mm; duas metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1 de 20mm em dois reparos.

Em relação aos sensores, há um radar de navegação Decca 1290A, banda I, também é e quipado com GMDSS - Global Marine Distress and Safety e tem equipamento de visão noturna.

O navio tem também uma lancha de casco semi-rigido (RHIB), com capacidade para 10 homens e um bote inflável para seis homens, usados para salvamentos e abordagens, além de um guindaste eletro-hidráulico com capacidade para 620 kg.

Sua capacidade é para 29 homens, sendo quatro oficiais e 25 praças.

Na primeira quinzena de fevereiro de 2003 realizou comissão de patrulha no litoral de São Paulo, próximo aos portos de Santos e São Sebastião.

Já em 2011, nos dias 19 e 20 de março, participou da operação de apoio a segurança na visita ao Brasil do Presidente dos EUA, Barack Obama.

Cerimônia
Nesta sexta-feira (12), o comandante da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, capitão de fragata Marcelo de Oliveira Sá realiza a cerimônia alusiva à Batalha Naval do Riachuelo, às 15h, na sede da delegacia.

O dia 11 de junho, Data Magna da Marinha do Brasil, é lembrado há 150 anos pela decisiva Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 1865, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Ela é considerada um dos maiores triunfos da História das Forças Armadas do Brasil. A sua deflagração tem a ver com a Guerra do Paraguai, onde o Brasil juntava forças com a Argentina e o Uruguai. O conflito foi resultado de uma série de disputas políticas envolvendo as nações que trafegavam na região do rio da Prata. O início da guerra só tomou forma mediante o ambicioso projeto expansionista do governo paraguaio.

O conflito naval acontecido no Rio Riachuelo foi considerado de suma importância para a vitória da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) frente às forças paraguaias. Na época, os navios da força brasileira não tinham instalações apropriadas para a navegação fluvial, o que ameaçava a perda de uma embarcação devido o encalhamento.

Coube ao futuro marquês de Tamandaré a tarefa de comandar o poderio bélico-naval brasileiro. Para enfraquecer estrategicamente os militares paraguaios, uma embarcação comandada por Francisco Manoel Barroso da Silva empreendeu uma batalha na cidade de Corrientes. O sucesso dos combatentes brasileiros nessa missão impediria a ocupação paraguaia à região sul do Brasil. A importância estratégica dessa localidade fez com que as forças navais brasileiras montassem em Corrientes seu principal ponto de operações.
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