Policial é baleado após perseguição a criminosos em Juquehy

Ele chegou a ir atrás dos bandidos de moto, momento que foi atingido por três disparos
Policial está no HCSS esperando quadro melhorar (Foto: Divulgação/CMSS)

Por Mara Cirino

O policial civil Antonio Crepaldi, escrivão da Delegacia de Polícia de Boiçucanga, na Costa Sul de São Sebastião, foi baleado na madrugada deste domingo (24) quando fazia uma abordagem em Juquehy. Os tiros o atingiram no rosto, os ombros e a virilha. Ele está internado do Hospital de Clínicas de São Sebastião e seu estado inspira cuidados.

Segundo a polícia, por volta da meia-noite moradores informaram o escrivão de uma possível tentativa de assalto a uma residência. Ele e mais policiais militares foram ao local quando perceberam que os bandidos tinham conseguido fugir.

Horas depois, Crepaldi teria recebido a informação do retorno dos assaltantes e ido sozinho fazer a averiguação. Ele teria retornado ao local de moto e flagrado uma dupla fugindo da casa. Ele iniciou a perseguição e, de acordo com o Setor de Investigações Gerais (SIG), da Delegacia de Boiçucanga, chegou a ir atrás dos criminosos por uma ponte onde só passam pedestres e veículos como moto e bicicleta. No final da ponte, já na altura do km 177 da Rodovia Rio-Santos (SP-55), em Juquehy, ele foi encontrado baleado, sobre a moto, pela vizinhança.

Socorrido no hospital, sua situação é considerada crítica por causa do ferimento da virilha, por onde perdeu muito sangue. Ele passou por cirurgia e foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até que o quadro estabilize e ele possa ser transferido ao Hospital das Clínicas de São Paulo, para passar por cirurgia de reconstrução do maxilar.

Segundo colegas, ele teve mais de cinco paradas e venceu todas. “A médica do Samu não acredita quanto ele é forte. Sofreu três tiros. Um no rosto, mas não atingiu o cérebro. Outro foi nas costas, mas não perfurou o pulmão e não lesionou a coluna. O último foi na perna, mas não rompeu a artéria femural”, relatou um delegado.

De acordo com o chefe do SIG de Boiçucanga, Ricardo Marques, a polícia já tem a identificação dos bandidos, mas não pode divulgar para não atrapalhar as investigações.
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