Farmácia de São Sebastião tem novo espaço, mas ainda falta medicamento

Prefeito Ernane diz que município oferece mais que a cesta básica e investe cerca de R$ 5 milhões por ano
A farmacêutica Mulata está há 36 anos no setor (Fotos: Nova Imprensa)

Por Mara Cirino

As novas farmácias Central e Especializada foram entregues à população de São Sebastião na última sexta-feira com o objetivo de tornar mais fácil o acesso dos usuários e as condições de trabalho dos servidores.

Com uma oferta de 173 tipos de medicamentos oferecidos, ainda assim faltam alguns na rede municipal e o prefeito Ernane Primazzi (PSC) afirma que, nesses casos, são feitas as substituições quando possível. “Temos aqui nossa farmacêutica Mulata que faz as entregas e em casos específicos liga para o médico do paciente para saber se pode trocar”. “Agora, se a pessoa não quiser, é outro problema”, complementa.

Ainda de acordo com Primazzi, o total de medicamentos na rede é bem maior que o estipulado pelo Ministério da Saúde que são 42 tipos. “Fornecemos bem mais que o preconizado e quando falta é por problema de preço, de compra. Ainda fornecemos remédios para pacientes que vêm de outros municípios como Caraguá e Natividade da Serra. Não entregamos o total, mas um pouco para que eles possam passar a semana até conseguir a totalidade em sua cidade”.

Entre os medicamentos em falta estavam a Hidroclorotiazida, Vitamina B1 (Cloridrato de Tiamina) que, segundo a prefeitura, é de responsabilidade do Governo do Estado, por meio do programa Dose Certa, que deixou de fornecer conforme cronograma de reabastecimentos planejados

Com isso, a Secretaria de Saúde teria utilizado o plano de contingência para aquisição emergencial destes itens para abastecer a rede municipal, regularizando a Hidroclorotiazida. Já o Cloridrato de Tiamina está em prazo de regularização.

Já com relação aos medicamentos para diabetes, conforme a Saúde, houve problema com o Glibenclamida, também fornecido pelo Programa Dose Certa  e que o Estado teria deixado de fornecer o total solicitado conforme cronograma. “No entanto, o medicamento já encontra-se com o estoque regularizado”, diz a administração municipal.

Atualmente a Farmácia Central atende uma média de 500 pessoas por dia, cerca de 180  mil por ano a um investimento que gira em torno de R$ 5 milhões em 12 meses.

De acordo com a Secretaria de Saúde a provisão de medicamentos especificamente pela municipalidade ocorre considerando o cálculo consumo /demanda e o perfil epidemiológico municipal.

No caso dos medicamentos adquiridos via programa Dose Certa, seguem a disponibilidade ofertada pelo Estado, conforme tabela anual disponibilizada ao município, cujo quantitativo e o reabastecimento  é feito em períodos trimestrais, conforme o planejamento da Secretaria de Estado.

A nova Farmácia Central volta a funcionar nesta segunda-feira (11) no piso superior do Terminal Rodoviário de São Sebastião,das 8h às 17h.
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