Câmara rejeita aumento de vagas para vereadores em Caraguatatuba

Parlamentar não conseguiu os 2/3 para elevar de 15 para 17 cadeiras na Casa
Carlinhos da Farmácia ficou frustrado com resultado (Foto: Mara Cirino/NI)

Por Mara Cirino

O objetivo de conseguir aumentar em mais duas cadeiras asvagas na Câmara de Caraguatatuba não foi conseguido pelo vereador Francisco Carlos Marcelino, o Carlinhos da Farmácia (PPS). Por oito votos favoráveis e sete contrários, a proposta não passou na noite de terça-feira (26), durante a sessão ordinária, pois eram necessários dois terços do total, ou seja, 10 a favor.

No começo da votação Carlinhos estava animado e justificou sua proposta de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM), destacando que o município comportaria mais dois parlamentares porque já passava de 100 mil habitantes e era uma forma de atender melhor a população.

Nesta toada também foi o vereador Julio Cezar Alves (PSB) justificando que o aumento no número de vagas favoreceria a democracia. “O parlamento são vocês e maior número de representantes é para o povo porque melhora a gestão, a fiscalização”.

Ao justificar seu voto contrário, Agostinho Lobo de Oliveira, o Lobinho (PSDB), disse entender que o atual número era suficiente para atender a comunidade e era uma questão de economia. “Dá outra vez eu entrei com pedido para aumentar o total de vagas, mas acho que hoje é o suficiente”.

Quem também foi contra foi a vereadora tucana Vilma Teixeira de Oliveira Santos, que esclareceu a atual situação de aperto. “Neste momento sou contrária porque primeiro precisamos de uma estrutura física melhor, uma Câmara nova, mais assessores para atender os munícipes”. Para ela, a estrutura tá muito enxuta, com três carros para atender os 15 parlamentares, entre outros problemas.

Já Celso Pereira, o Celsinho (DEM), chegou a dizer que seria favorável ao projeto, mas mudou de ideia durante a discussão por entender que esse recurso que sobra no final do ano é devolvido para a Prefeitura de Caraguá que pode aplicar em Saúde e Educação. “Não vejo necessidade, respeito o Carlinhos, mas 15 vereadores está muito bom”.

Quando os ânimos se elevaram com parlamentares dizendo que esse aumento seria ligado ao medo de alguns não se elegerem nas eleições de 2016, Vilma Teixeira emendou que “quem tem  vontade de sair, de mostrar seu trabalho, não tem o que temer, se tiver sua proposta vai se eleger, pois é a população que vai indicar”.

Julio Alves fez questão de dar uma cutucada em Lobinho ao dizer que “se tivesse mantido o número anterior, de 10, você não teria sido eleito nesta legislatura”, o qual ele rebateu logo “eu fiquei em 10º”.

Após a votação, Carlinhos da Farmácia se mostrou inconformado com o resultado. “Isso é ser antidemocrático. Não era só para o parlamento, era mais para a população. Não esperava essa derrota, as pessoas se contradizem, só quis ajudar, se são tão bons, quero ver quem vai voltar...”.

Além de Carlinhos e Julio Cezar, foram favoráveis ao projeto os parlamentares o presidente da Casa, Oswaldo Pimenta de Mello Neto, o Chininha (PSB), Cristian Alves de Godoi, o Baduca Filho (PDT), Elizeu Onofre da Silva, o Ceará da Adega (PR), José Mendes de Souza Neto, o Neto Bota (PSDB), Nilson Lopes da Silva, o Nezão (PPS) e Wenceslau de Souza Neto, o Lelau (PT).

Contra, além de Vilma, Lobinho e Celsinho, votaram Aurimar Mansano (PTB), Pedro Ivo de Sousa Tau (PSD), Petronilio Castilho dos Santos, o Loro Castilho (PR) e Renato Leite Carrijo de Aguilar, o Tato Aguilar (PSD).


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